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Foto: sewcream/AdobeStock

ESG e o futuro da economia

Por Reinaldo Ricchi Jr, professor, consultor e produtor de conteúdos sobre os documentos do Fórum Econômico Mundial.

O termo ESG (Environmental, Social and Governance) foi proposto pela primeira vez em 2004 no documento “Who Care Wins”, que convidou CEOs de grandes instituições financeiras para o desenvolvimento de diretrizes e recomendações, com o objetivo de orientar a integração de critérios ambientais, sociais e de governança nas estratégias de investimentos responsáveis. 

Responsabilidade, aliás, talvez seja a principal palavra do nosso tempo. Todos nós, como cidadãos globais, temos a responsabilidade de despertar para a realidade de que o Planeta Terra está constantemente emitindo sinais de alerta: mudanças climáticas, crises hídricas, desertificação dos solos, enchentes desproporcionais e incêndios devastadores. É preciso somar esforços em todos os níveis para encontrar caminhos que amenizem a atual e gravíssima questão ambiental (o “E” do ESG).

Responsabilidade é também uma das principais palavras de ordem de Larry Fink, CEO da BlackRock, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, com mais de 9 trilhões de dólares, e que dita as tendências do mercado com ênfase em sustentabilidade.

Em uma de suas famosas cartas, que são referência para investidores e empresas de todo o mundo, ele foi muito claro: “O mundo ainda está em crise e estará por algum tempo. Temos um grande desafio pela frente. As empresas que abraçarem este desafio, que buscam construir valor de longo prazo para seus stakeholders, ajudarão a entregar retornos de longo prazo aos acionistas e construir um futuro mais brilhante e próspero para todos”.

Em outras palavras: o futuro da Economia, da Humanidade e do Planeta Terra está diretamente relacionado aos investimentos responsáveis, que foram cuidadosamente explicados por Larry Fink. Ele é considerado um dos principais nomes a favor da incorporação dos fatores ESG na avaliação das empresas. 

Esse tema também vem sendo considerado com especial atenção pelo Fórum Econômico Mundial, que considera os investimentos privados (US$ 42 trilhões) como a principal estratégia para o futuro do ESG. Esses investimentos serão cruciais nas futuras decisões das empresas sobre questões ambientais, sociais e de governança. As startups ESGtechs, também conhecidas como greentechs, serão fundamentais nessa estratégia.

O Futuro da Economia exigirá reflexões cada vez mais responsáveis, amadurecidas e conscientes sobre os impactos do ESG em todas as dimensões da vida humana. É preciso que todos os principais setores da Sociedade, investidores, empresários, consumidores, fornecedores, colaboradores, governos, cientistas, mídia e organizações da sociedade civil, sejam capazes de unificar seus insights, convergindo-os para um único foco: a Revolução ESG já começou e está exigindo de todos uma expansão da visão sistêmica sobre o momento histórico que estamos vivendo

Uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) revelou que o ESG é prioridade para 95% das empresas brasileiras. O fundamental nesse contexto é que as empresas estudem os riscos ambientais, sociais e de governança que exercem maior impacto nos setores onde elas atuam. A transparência em todas as etapas da implementação dos processos ESG é uma conduta muito valorizada pelos grandes investidores globais, pois inspira confiança. 

O melhor caminho para se tornar competitivo nesse contexto de inúmeras possibilidades é a Aprendizagem Contínua orientada para as habilidades profissionais que serão cada vez mais exigidas nos próximos anos: cultura de inovação, profundidade, curiosidade, criatividade, empatia, pensamento analítico, liderança, resiliência, flexibilidade e agilidade. Precisamos praticar essas habilidades com a máxima eficiência, pois a qualidade dos nossos esforços que estão sendo realizados hoje definirá a realidade ambiental, social e de governança das futuras gerações. 

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