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Foto: divulgação

CASE, diversidade e os planos da ABSTARTUPS para este ano

O Brasil caminha para um país inovador com o número de startups aumentando de forma significativa. De acordo com um levantamento da Distrito, o valor total de investimentos captados por startups brasileiras foi de quase U$ 9.8 bilhões no ano passado. Esse é o maior patamar alcançado desde 2016.

Para saber mais sobre o ecossistema de inovação e startups do país, o Economia SP Drops conversou com Paulo Dores, head de marketing e vendas da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Confira abaixo:

2021 foi um bom ano para startups no Brasil? Como o segmento se destacou?

Paulo: Podemos dizer que o mercado de startups, mesmo com o cenário caótico econômico causado pela pandemia, continuou crescendo com número expressivos. De 2015 até 2021, o número saltou de uma média de 4 mil para 14.100 mil startups criadas, representando um aumento de quase 300%. Hoje, o país tem 14.169 startups distribuídas em 78 comunidades e 722 cidades brasileiras, segundo o Startupbase, maior base de dados do ecossistema do Brasil. Além disso, vale ressaltar alguns números relevantes do último ano: 9 novos unicórnios, 296 fusões e aquisições, mais de 100 mil pessoas ingressando em times de startups brasileiras, além de ultrapassar US$ 13 milhões em rodadas de investimento

Para 2022, quais as perspectivas do mercado? Quais setores podem se destacar?

Paulo: O ano de 2022 tem tudo para ser um ano ainda melhor para o setor de inovação brasileiro. Pensando nisso, separamos cinco tendências para as startups neste ano:

  • Cleantechs: segundo o Mapeamento Cleantech 2021 divulgado pela própria associação, existem mais de 100 startups de energia limpa no país e apenas cerca de 30% receberam investimentos. Por isso, a Abstartups destaca que a preocupação crescente com o meio ambiente, assim como o aumento nos investimentos nas startups e em medidas relacionadas a ESG devem beneficiar o segmento. 
  • Agtechs: o agronegócio representa 1/3 do PIB brasileiro, mas o país conta com apenas 299 agtechs, cerca de 5% de todas as startups por aqui. Para 2022, espera-se que, além de arrecadar mais investimentos, segundo o Mapeamento de Agtechs 2021, cerca de 47% das agtechs já receberam aporte, o segmento se torne mais popular no país.
  • Segurança de dados: por causa da pandemia, a transformação digital acelerou em dois anos o que era esperado para os próximos 10. Apesar dos inúmeros benefícios proporcionados por esse avanço, há uma nova preocupação em pauta: a segurança dos nossos dados. Startups que têm soluções voltadas para garantir a conformidade da LGPD e, por exemplo, encontraram um mercado propício para vender seus produtos e serviços no ano passado e a tendência é que, nesse ano, a demanda pelo serviço do setor de RegTech aumente.
  • Ainda mais investimentos: em 2021, foram cerca de US$ 9,4 bilhões investidos, batendo  recordes do ecossistema. A previsão para 2022 é de um ano ainda mais positivo para startups, mantendo a tendência dos últimos anos.
  • Destaque para fintechs: as fintechs têm ganhado cada vez mais visibilidade no mercado e isso têm chamado atenção das autoridades brasileiras, especialmente pela alta procura por bancos digitais e serviços financeiros menos burocráticos. Em 2022, a briga entre as fintechs e bancos tradicionais deve se acentuar, assim como a discussão sobre o Marco Regulatório.

O que o ano pode trazer de desafios para o ecossistema nacional de startups? 

Paulo: Para o ano de 2022, o grande desafio será conseguir com que o mundo das startups mantenham o mesmo crescimento dos últimos anos, tanto em relação a investimentos, como o crescimento do número de startups, eventos, times e demais temas relacionados. Com a retoma de um cenário diferente devido à pandemia dos últimos dois anos, o ecossistema de inovação tende a ter vários desafios relacionados à entrega e expectativas do mercado em geral, porém a tendência é que seja o ano com mais novos unicórnios da história.

Grupos como LGBTI+, negros e mulheres são menos favorecidos no mundo empresarial. Isso acontece no campo das startups? Como a diversidade é tratada no meio?

Paulo: Infelizmente, o cenário de diversidade também não está nem perto do ideal no campo das startups, apesar de ser algo muito mais focado e inclusivo do que o cenário empresarial como um todo, ainda se faz necessário uma grande evolução. Isso é mostrado com base nos estudos que fizemos no final do ano passado. Nele constam grandes insights de que o cenário precisa de uma evolução, pois cerca de 17% dos fundadores de startups são mulheres e ainda quase 70% deles são brancos. Porém, por outro lado, quando olhamos mais a fundo, quase 97% das startups dizem que apoiam a diversidade, sendo que 80% possuem mulheres no seu time e 70% pelo menos uma pessoa da raça parda/preta.

Como a ABSTARTUPS trabalha para promover a diversidade?

Paulo: O tema da diversidade é algo que está sendo trabalhado na Abstartups desde 2019 e segue em constante evolução com o passar dos anos. Primeiro foi um trabalho interno de fazer o time ser mais inclusivo, reflexo que temos hoje em dia, com a maioria do time feminino e mais de 35% dos membros fazendo parte do grupo LGBTQI+. Além disso, trabalhamos sempre para mostrar dados sobre o tema, como nossos estudos anuais sobre o mercado de startups. Para 2022 temos o planejamento de lançar ainda no primeiro trimestre do ano um Guia de Diversidade, além de retomar o nosso Comitê de Diversidade.

Quais são os planos da ABSTARTUPS para 2022?

Paulo: A perspectivas de 2022 para a Abstartups é a melhor possível, claro que com todos os desafios que o cenário de startups mostra, a tendência é que tenhamos o melhor ano da empresa, com crescimento do time, lançamento de ao menos 15 estudos, grande foco nos associados e crescimento deles na nossa base, além da volta dos eventos presenciais e a realização do maior CASE da história da Abstartups.

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