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Foto: divulgação.

Celebridades nas startups

Por Rachel Toyama, CEO da Paraíso Feminino.

Tem um assunto que está muito hypado no momento, que é celebridades se tornando sócias de startups. Por isso, neste artigo quero explorar o assunto e trazer insights para você analisar se vale a pena, ou não, trazer uma celebritie para o captable da sua empresa. 

O papel se inverteu, e é a fama das startups que têm atraído cada vez mais famosos como sócios, a exemplo de Sorocaba, Sabrina Sato, Luciano Huck, entre outros, que estão decidindo entrar de cara neste universo!

Primeiro vamos entender os modelos mais comuns em que esta sociedade ocorre. Na maioria dos casos, a celebridade não entra com investimento em dinheiro, e sim com um investimento de imagem e tempo em troca de ações da startup, o chamado media for equity.

Para uma startup que está começando, se aliar a uma celebridade ou um notável influenciador fará com que a fanbase deste midiático conheça o produto ou serviço da empresa.

Mas para que este modelo realmente se converta em benefícios para a empresa há alguns pontos que precisam ser observados cuidadosamente. O primeiro é bastante óbvio e também o mais importante, que é  a afinidade que este sócio famoso realmente precisa ter com o seu produto ou segmento que você deseja atingir. Se este ponto não estiver alinhado, qualquer valor de equity que você tenha dado para trazer este sócio será em vão.

O segundo ponto é sobre a quantidade de equity a ser oferecido, e esta observação na verdade, vale para qualquer sócio investidor. Eu presenciei o caso de uma startup que ofereceu um equity tão grande para um famoso que depois eles não conseguiram levantar as rodadas de capital junto aos fundos de venture capital, pois as diluições não “cabiam” no que é esperado para cada série.

 Na prática de mercado, a expectativa é que os founders fiquem com uma porcentagem do capital da empresa, para que se mantenham motivados e ainda no controle da empresa nas fases iniciais. Portanto, seja para trazer uma celebridade ou um investidor no early stage, os fundadores não podem diluir mais que 10 a 15%, no seed 15 a 20%, e no série A de 15 a 25%.

Ou seja, você tem que equilibrar a quantidade de ações que irá oferecer, versus a expectativa do que realmente espera que esta pessoa possa contribuir para o sucesso do seu negócio nos primeiros meses ou anos de vida. Esteja muito certo que está trazendo um smart “money”, pois o começo é bem difícil e toda ajuda é imprescindível!

Um formato que está se popularizando rápido é a participação de influenciadores no board em troca de dividendos, como no  notório caso da entrada da Anitta na Nukank. Claro que isso não se aplica às empresas nascentes que não tem faturamento, ou o faturamento ainda é baixo, mas eu acredito que vale a pena tentar negociar com a celebridade um modelo híbrido para que você se dilua menos conforme ele for ajudando a empresa a ter mais sucesso. Penso que desta forma você também “obriga” o famoso a se engajar mais com o êxito do negócio.

Seguindo estes pontos de observação citados, esta é uma parceria que pode dar muito certo, afinal de contas, capitalizar em cima de uma imagem já consolidada pode encurtar o caminho do seu produto ou serviço até o consumidor final. Sem mencionar a importante chancela de autoridade que esta pessoa estará representando junto a outros possíveis investidores.

Comenta aqui se você tem uma celebridade como sócio e caso tenha, atendeu às suas expectativas? Conseguiu mensurar o quanto de sucesso esta pessoa trouxe para seu negócio?

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