Preço médio da refeição fora de casa cresce 48,3% na última década, aponta Ticket

Levantamento da Ticket, marca de benefícios de refeição e alimentação da Edenred Brasil, com base nos indicadores da Pesquisa +Valor, aponta que o valor médio gasto pelo brasileiro em refeições fora do lar cresceu 48,3% nos últimos 10 anos.

Enquanto em 2013 comer fora custava cerca de R$ 27,40, este ano esse valor é quase que o dobro, com a média de R$ 40,64.

Ainda que quase 50% mais alto, o avanço do preço médio das refeições registrado na pesquisa poderia estar pesando ainda mais para os trabalhadores, pois está abaixo das correções inflacionárias.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a série histórica do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresenta um índice acumulado de 73,8%.

Se corrigido de acordo com a inflação, a refeição completa estaria custando em média R$ 47,62 no bolso dos brasileiros.

O IPCA evidencia a trajetória dos preços relativos de alimentos e serviços ao consumidor final e é o principal indicador para a taxa de inflação no país.

“Isso mostra que estabelecimentos têm se esforçado para não repassar o valor do aumento dos alimentos para o consumidor e o quanto se desdobraram além da diversificação e ampliação de canais de venda para atravessar esse cenário desafiador com os impactos da pandemia”, comenta Felipe Gomes, diretor-geral da Ticket.

A menor variação no preço médio da refeição na última década ocorreu na Região Norte, com aumento de 18,6%, onde em 2013 o prato apresentava o valor médio de R$ 30,45 e, agora, está em R$ 36,14. Pela correção da inflação, o valor atualizado seria de R$ 52,92.

Já a Região Nordeste foi a que apresentou a maior variação nos últimos dez anos, elevando o custo da refeição completa de R$ 23,74 para R$ 40,28, um aumento de 69,6%. Se o cálculo fosse realizado de acordo com o IPCA, o preço estaria em R$ 41,26.

O Sudeste apresentou o segundo maior aumento, de 43.4%, variando o preço de R$ 29,85 em 2013 para R$ 42,83 eeste ano (ou R$ 51,88, de acordo com a inflação).

Na sequência, a Região Sul, com variação de 39,2%, passando de R$ 26,55 para R$ 36,97 (ou R$ 46,15 segundo o reajuste do IPCA).

O Centro-Oeste, por sua vez, aparece em penúltimo lugar, com a segundo menor aumento em dez anos, de 27,3%, com o valor da refeição completa indo de R$ 26,85 para R$ 34,20 (ou R$ 46,67 com a correção inflacionária).

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