A evolução da maquininha, uma das maiores ferramentas de empoderamento do comerciante

Por Rogério Albuquerque, head de produtos e desenvolvimento de negócios da Card.

Os terminais de pagamento eletrônico, popularmente chamados hoje de “maquininhas”, fazem parte da vida dos brasileiros há muitas décadas. Além da inegável importância para a estruturação do comércio brasileiro, as maquininhas possibilitaram, com sua constante evolução tecnológica, que os consumidores brasileiros tivessem cada vez mais facilidades em realizar seus pagamentos em lojas, supermercados e outros estabelecimentos. 

Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) a adesão de micro e pequenas empresas ao uso de maquininhas de cartões magnéticos aumentou 17% em cinco anos, passando de 39% em 2016 para 56% em 2021. 

Com décadas de experiência no setor, a Card, empresa de meios de pagamento e soluções de tecnologia, presenciou ativamente a mudança do mercado e realizou adaptações para se manter relevante no cenário nacional deste setor. 

Para entender onde a modernidade chegou, iremos passar por pontos importantes da consolidação da “maquininha” no Brasil, como conhecemos hoje.

MEIOS DE PAGAMENTO AINDA NÃO ERAM ELETRÔNICOS NO INÍCIO DOS ANOS 70

No início dos anos 70, os cartões de lojas começaram a se tornar realidade no país, como plano de venda dos varejistas para atingir os consumidores.

Nesta época, os cartões eram “lidos” por um terminal de pagamento não eletrônico, sem conexão com a internet e a informação presente em relevo no cartão era impressa em um recibo com papel carbono, assinado pelo cliente e enviado aos bancos.

O processo, ainda majoritariamente mecânico, marcava o início do que viria a ser as “maquininhas” como conhecemos hoje. Até o meio dos anos 90, a situação dos meios de pagamentos desta modalidade no Brasil não tiveram grandes alterações, o sistema ainda permanecia mecânico e servia apenas para tirar a imagem do cartão nas duas vias do recibo de compra.

O PRIMEIRO TERMINAL DE PAGAMENTO ELETRÔNICO BRASILEIRO

O ano de 1995 trouxe diversas novidades tecnológicas que hoje podem parecer inutilizáveis ou simplesmente antigas demais. O lançamento do Windows 95 e do primeiro Playstation são alguns dos marcos históricos daquele ano.

A internet ainda estava em seu início e os celulares eram grandes demais para caber no bolso. Naquele ano, o primeiro terminal de pagamento brasileiro era lançado no mercado, fruto da parceria entre diversos bancos do país. 

Esta ferramenta passou a permitir pagamentos em lojas físicas com cartão de tarja e chip por meio de máquina de cartão ou em lojas online. Assim, como a adição do teclado, que passou a permitir a inserção da senha secreta de quatro dígitos que fortalece a segurança do cartão de chip.

A principal dificuldade para os lojistas neste período era a obrigação de possuir duas maquininhas para passar os cartões das duas principais bandeiras de crédito.

Isso acontecia, porque existia uma exclusividade quanto ao uso da ferramenta para apenas uma das bandeiras, impossibilitando o uso integrado em uma mesma máquina. Mas como tudo na vida se transforma, este fator também permaneceria desta maneira por pouco tempo.

NOVO SÉCULO, NOVAS FUNCIONALIDADES

Com a chegada do novo milênio, as maquininhas passaram constantes atualizações em suas programações, assim como em sua mobilidade e funcionalidades. Elas se tornaram mais enxutas, e mais acessíveis de se adquirir pelos microempresários.

As maquininhas passaram a aceitar diversas conexões de internet, como Wi-fi, 3G,  4G e bluetooth, o que possibilitou a estruturação dos meios de pagamento eletrônico portáteis. Estas novas funcionalidades, permitiram não só, uma maior gama de possibilidades para os empreendedores, como uma praticidade ainda maior para os clientes destes estabelecimentos.

Além dessas novidades, outras inovações passaram a fazer parte do dia a dia do brasileiro na hora de pagar as compras, com o pagamento sem contato sendo uma delas.

Este tipo de pagamento é possibilitado pela tecnologia NFC (em inglês, Near Field Communication), onde informações são transmitidas de um dispositivo para outro a uma distância máxima de 10 cm, possibilitando assim ao usuário, não ter de inserir o cartão ou digitar sua senha.

FUTURO

Com o avanço da tecnologia cada vez mais presente nas diversas ferramentas que utilizamos no dia a dia, o processo de evolução das maquininhas promete alcançar novos patamares. O crescimento de pagamentos múltiplos, sem contato como: smartwatches (relógios) e smartphones (celulares), tende a criar ainda mais praticidade e facilidade na hora de pagar as compras.

O fim das restrições de circulação e melhora no cenário epidemiológico do COVID-19 no país, representa uma boa perspectiva para o retorno do consumo nas lojas físicas ao seu patamar usual, e claro, com as maquininhas como participantes ativas deste processo.

A Card, disponibiliza hoje, em seus mais de 90 mil pontos de venda, diversas soluções para que os empreendedores brasileiros possam, com facilidade e praticidade, oferecer diversas formas de pagamento em seus estabelecimentos.

Recentemente a empresa lançou o CardHub, marketplace da empresa que busca trazer ainda mais praticidade do pequeno ao grande empreendedor. 

Além de oferecer suas maquininhas para pagamento tradicional, a empresa foi uma das pioneiras no Brasil a agregar uma série de outros produtos e serviços em seu portfólio, como recarga de streaming de jogos, filmes e música, sorteios, recargas de mobilidade urbana e telefonia. 

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