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Foto: Isaque Martins

Quiet ambition: recusa em assumir cargos de gestão ameaça o futuro das empresas?

Por Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria.

Quiet ambition. Em Português, “ambição quieta”. Longe dos holofotes e da agitação, profissionais que se encaixam no movimento “quiet ambition” buscam objetivos de maneira resiliente, com base na introspecção e na influência sutil.

Este conceito não é sinônimo de passividade, mas sim uma determinação que, mesmo silenciosa, gera impacto. Susan Cain, em “Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking”, desafia o ideal da extroversão, mostrando que o sucesso pode ser alcançado de maneira tranquila e reflexiva.

Associada à “quiet ambition” está a busca pelo equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Profissionais com esta característica mudam o foco da ambição: priorizam bem-estar e saúde mental, muitas vezes recusando cargos de gestão em prol da qualidade de vida.

Lacunas de liderança

Uma pesquisa recente da Visier, com mil funcionários dos Estados Unidos, revela uma realidade preocupante. Apenas 38% dos participantes têm interesse em se tornar gestores em suas organizações atuais, indicando um potencial problema de sucessão.

Por gênero, o interesse é ainda menor entre as mulheres: apenas 32% querem se tornar gestoras, entre os homens, são 44%.

Entre as barreiras citadas estão o aumento de estresse e pressão (40%), mais horas de trabalho (39%) e a satisfação com o cargo atual (37%), sem ambição de mudança. E, por falar em ambição, ela existe, mas com outro foco: passar tempo com família e amigos (67%), estar física e mentalmente saudável (64%) e viajar (58%), por exemplo.

Do problema à solução

Esta tendência gera reflexões sobre a escassez futura de líderes nas empresas. Com a recusa em assumir cargos de gestão, as organizações enfrentam um cenário crítico de sucessão.

A solução passa por repensar estratégias, tornar lideranças mais flexíveis e dialógicas e evitar sobrecargas, além de oferecer salários atrativos e proporcionar capacitação contínua.

O segredo não está em transformar o silêncio em ruído, mas em harmonizar as diversas frequências de ambição.

Compreender e capitalizar sobre essa abordagem significa reconhecer que poder e influência podem se manifestar de maneiras surpreendentemente diversas e sutis.

Em meio a esse desafio, surge a oportunidade de compreender melhor e redefinir o significado de produtividade e influência no ambiente de trabalho moderno. A transição de um problema para uma solução implica em uma visão mais inclusiva, acolhedora e matizada.

Por fim, aprender a reconhecer e valorizar a “quiet ambition” pode ser o diferencial para o sucesso em um ambiente empresarial cada vez mais complexo.

As empresas que abraçarem essa diversidade de abordagens certamente estarão mais preparadas para prosperar em um cenário multifacetado e desafiador.

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