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O poder transformador da IA apoiando as análises de dados no varejo

Foto: divulgação.

Por Sandro Henrique Balbuena, líder de novos negócios da Strategy Brasil.

Em tempos desafiadores para o segmento do varejo, que possui um ambiente altamente competitivo e em que a inflação comprime ainda mais a margem de lucro das empresas, usar informação para se diferenciar e ser mais eficiente é uma ótima estratégia.

Essencial para operações de varejo bem-sucedidas, a análise de informações de negócio permite que os varejistas tomem decisões mais precisas e eficientes em diversas áreas.

Por exemplo, na gestão de estoque, os dados ajudam a prever demandas futuras com maior acurácia, reduzindo excessos e rupturas; já na precificação, a análise de dados de mercado e do comportamento do consumidor permite traçar melhores estratégias; e no marketing, os insights gerados são um verdadeiro tesouro para campanhas mais direcionadas e personalizadas.

Porém, tornar-se uma empresa orientada a dados não é tão simples. Há uma quantidade avassaladora de dados sendo gerados e o desafio é como dar sentido a eles para tomar as decisões certas.

Ao meu ver, um dos maiores problemas é que os varejistas vêm coletando dados há anos, até mesmo décadas, mas, geralmente, eles ficam isolados.

Sistemas de bancos de dados baseados em nuvem são soluções potenciais, mas exigem esforço e investimento consideráveis para extrair, limpar e organizar as informações em um data lake ou data warehouse para torná-los úteis. Além disso, mesmo com “dados limpos”, os varejistas muitas vezes têm dificuldade em fazer bom uso deles. E isso é normal.

A inteligência artificial (IA), felizmente, está aí para simplificar. Ao direcionar os dados estruturados para um LLM (Large Language Model), temos o que chamamos de BI conversacional.

O BI conversacional impacta a adoção das ferramentas de BI (Business Intelligence). Para muitos, interagir com ferramentas de BI é assustador, mas se você puder fazer perguntas em linguagem natural e obter respostas imediatas, isso se torna algo extremamente poderoso.

O modelo atual de análise de dados, na maioria dos varejistas, abrange analistas e planejadores passando os domingos antecipando todas as perguntas possíveis dos executivos durante as reuniões de revisão de negócios de segunda-feira. Isso leva a um ciclo de trabalho reativo ao longo da semana.

Com o BI conversacional, os executivos podem fazer perguntas diretamente aos bots ou assistentes virtuais. Essa facilidade permite uma tomada de decisão mais rápida sem a necessidade de depender muito de analistas, o que é fantástico, pois democratiza o uso do BI.

O papel da IA no varejo no futuro

A IA continuará transformando o varejo de uma forma grandiosa. Estamos apenas arranhando a superfície. Os executivos de empresas varejistas estão sobrecarregados com perguntas sobre IA e os investidores estão exigindo saber como ela será usada.

A IA não será uma solução de remoção e substituição; em vez disso, as empresas devem se questionar sobre onde a IA pode ser injetada nos processos atuais para melhorar a eficiência e gerar vendas incrementais.

No futuro, veremos cada vez mais agentes de IA implementados em várias partes dos processos. O valor real virá deles trabalhando juntos, o que mudará a força de trabalho do varejo ao substituir tarefas tediosas e repetitivas por processos orientados por IA.

Também vejo a IA fazendo uma grande diferença para evitar vendas perdidas. Ela pode ajudar a identificar tendências, orientar decisões de compra e otimizar a alocação de produtos. Os varejistas precisam usar a IA para adaptar sortimentos a locais específicos com base na demanda do consumidor.

Concluindo, o papel transformador da IA no varejo não passa apenas por fazer uma empresa permanecer ou ser mais competitiva; estamos diante de um desafio de criar um ambiente verdadeiramente inteligente que prospera diante das mudanças.

Pronto para embarcar nessa jornada?

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