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Inovação em 2026: onde o dinheiro aponta, o futuro acontece

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Foto: divulgação
Foto: divulgação

O que vai acontecer com a inovação em 2026? Pergunta muito difícil de responder, pois a bola de cristal ainda não existe e como dizia um antigo chefe que tive, sobre o tempo: o passado já foi, o presente, oops, foi também e o futuro está por construir.   

Mas é possível inferirmos sobre tendências, se tivermos nossos radares ligados. Falo sobre isso hoje. O que estes radares precisam buscar: o que as startups, em especial as mais novas, estão fazendo; como estão as pesquisas nas universidades e por fim, em que os governos estão investindo.   

Alguém pode falar: e as corporações? Contamos nos dedos aquelas que realmente estão construindo o futuro. Por mais que tentem, o sistema impede que consigam…como exemplo, vemos a dificuldade que Microsoft e Apple têm tido na IA Generativa.

Começo com os grandes movimentos da inovação, que apareciam antes, continuam a aparecer neste ano e podem perdurar por anos ou décadas, e têm origem nas universidades e governos.  

Com base na pesquisa de Paulo Vicente Alves, os principais clusters de inovação seriam: Tecnologia Verde, Automação na Manufatura e Melhoria da Saúde Humana. Eu incluo Inteligência Artificial nesta conta. São tendências que passam por 2026 e seguem nos próximos anos.

Agora vamos falar do Brasil e aterrar para 2026. Começo explicando meu método de busca de tendências. Comecei a fazer isso há mais de 10 anos e venho repetindo desde então. Eu chamo de “follow the money”. Aparentemente simples. Entendemos quais startups de quais setores estão recebendo mais investimento, separando os volumes por estágios e evolução e voilà. 

Depois disso vem a análise, que é mais difícil.  Entendemos a forma desta curva e o que olhamos: naquele nicho predominam os investimentos em early stage ou late stage? Se for early stage, tempos uma tendência. Se for late stage, temos uma consolidação.

 Como resultado, considerando apenas as verticais com as quais estou trabalhando neste ano, enxergo para 2026 algumas tendências de startups no Brasil: 

– Inteligência Artificial Generativa dá mais um grande alto no exterior, o que deve impactar diretamente a forma de gestão de empresas aqui no Brasil. Processos serão completamente redesenhados ou mesmo destruídos.

– A maioria absoluta das startups do Brasil, de qualquer nicho, será baseada em IA, seja generativa, machine learning ou deep learning, pois elas têm facilidade de implementação comparado com as corporates. e com certeza vão acelerar est tendência.

– O Conjunto Gêmeos Digitais + Internet das Coisas + IA devem continuar na mesma, ou seja, sem evolução. Tirando a Tractian, ainda não vejo as demais startups com Product Market Fit. É um setor travado, com baixíssimo investimento.

 – No Agro ainda veremos pouca evolução além dos atuais sensores e satélites. Existem algumas experiências para defensivos biológicos e fertilizantes biológicos, mas que necessitam de investidores.

– O Deep Tech tem problemas de founder market fit e falta de apetite de VCs. Com raríssimas exceções, as que sobrevivem tendem a virar PMEs com foco em fomento.

– Teremos neste ano os primeiros passos da Inteligência Artificial Geral, trazidas pela OpenAI, Antrophic e Perplexity, e algumas startups brasileiras já devem usar ainda este ano, que irá posicioná-las muito à frente da competição.

Fecho as tendências com os queridos moonshots (que eu adoro) – que são inovações muito ousadas que resolvem grandes problemas da humanidade. Vejo para este ano investimento razoável em startups nos EUA acontecendo em Mineração Espacial, Data Center no espaço e na Lua, Edição Genética em Tempo Real (CRISPR) com impacto direto na saúde humana e Fusão a Frio com energia limpa e eficiente. Just for fun.

Fechando o meu primeiro texto aqui, vamos passar mais um ano com IA a galope e todas as empresas precisam acordar rapidamente. A produtividade chegou. Não dá tempo para esperar relatórios de 4 meses de consultoria, pois neste período a versão já virou e já ficou tudo obsoleto. A IA já está acelerando tudo. Quem entender, sai na frente.

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CEO da Pulso Startups

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