Quando fundei a Papel Semente, há quase 17 anos, o termo ESG ainda não era uma sigla de ouro no mercado financeiro e nem usada para pensar em métricas e resultados.
Naquela época, falar em economia circular e produtos que germinam era visto por muitos como um idealismo distante da “vida real” das planilhas. Para mim, no entanto, era a única via possível de negócio.
Hoje, ao assumir esta coluna no Economia SP, olho para a trajetória de quase duas décadas e percebo que o mercado finalmente chegou onde nós já estávamos: na conclusão de que a sustentabilidade não é um departamento isolado, mas o coração da estratégia de sobrevivência e lucro de qualquer organização.
A prática que antecede o discurso
Minha experiência como CEO e fundadora me ensinou que o ESG de verdade não se faz no papel (a menos que ele seja plantável!). Ele se faz no chão de fábrica, na gestão de resíduos, na escolha ética de fornecedores, na humanização das relações e, principalmente, na liderança regenerativa.
Para os empresários e gestores, que dirigem os negócios e as empresas de nosso país, o desafio agora é migrar do “ESG de conformidade” (aquele que apenas segue regras) para o “ESG de Valor”.
Ao longo desses 17 anos, vi que empresas que abraçam a sustentabilidade como inovação, e não como custo, alcançam três ativos raros:
- Lealdade Incondicional: O consumidor de hoje não compra apenas um produto, ele compra uma visão de mundo.
- Eficiência Operacional: Reduzir desperdício e promover a circularidade de recursos é, também, inteligência financeira.
- Resiliência Histórica: Negócios com propósito resistem melhor às crises porque possuem raízes profundas em seus valores, e não apenas em tendências passageiras.
O convite à reflexão
Neste espaço, não falaremos apenas de conceitos teóricos. Trarei a minha “mochila” de vivências: os erros que viraram adubo, os acertos que escalaram o impacto e como a liderança feminina e consciente pode transformar o ecossistema econômico.
A sustentabilidade, para mim, nunca foi sobre salvar o planeta — o planeta sobreviverá de uma forma ou de outra. É sobre salvar a nossa viabilidade como sociedade e como negócios.
O futuro já está germinando e acontecendo no agora. E você, o que está plantando na sua empresa hoje?
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