Por Thaisa Clapham, professora de meditação e yoga e mentora em autoconhecimento.
Empresas investem bilhões em tecnologia, processos e treinamentos. Ainda assim, a produtividade global continua estagnada em muitos setores. O problema não é falta de recursos, mas o excesso de distração.
Estudos da University of California mostram que profissionais são interrompidos em média a cada 11 minutos e levam cerca de 25 minutos para retomar o foco.
No fim do dia, isso representa horas desperdiçadas em fragmentação mental e perda de energia produtiva.
A mente inquieta como risco organizacional
Em Quem Está Falando na Minha Cabeça?, recorro a uma metáfora budista: a mente como um macaco inquieto, sempre saltando entre preocupações, julgamentos e memórias.
No ambiente corporativo, essa “mente-macaco” resulta em ansiedade constante, dificuldade de priorização, reuniões pouco produtivas e decisões tomadas sob estresse, fatores que corroem o engajamento e bloqueiam a inovação.
A saída não está em mais reuniões ou ferramentas de gestão, mas em algo simples e, muitas vezes, negligenciado: a quietude mental.
Pesquisas da Harvard Medical School comprovam que práticas de mindfulness aumentam significativamente a capacidade de concentração, reduzem níveis de estresse e fortalecem a clareza cognitiva necessária para decisões de impacto. Quietude, nesse contexto, não é passividade; é uma estratégia de alta performance.
Da prática individual ao impacto coletivo
No livro, apresento sete práticas de autogestão mental que podem ser aplicadas mesmo em cenários de pressão São ferramentas que permitem ao líder pausar, recentrar-se e engajar-se com mais presença:
- Respiração consciente
- Atenção plena
- Comunhão com a natureza
- Afirmações e mantras
- Prática da gratidão
- Prática de diário
- Meditação
A fórmula P.A.R.E. (Pausar, Atentar para a mente-macaco, Respire conscientemente e Engaje-se no agora) funciona como um verdadeiro reset mental, especialmente útil antes de reuniões estratégicas ou negociações delicadas.
Ao integrar esses recursos no cotidiano, líderes passam a experimentar benefícios tangíveis: maior clareza nas decisões, redução de conflitos, melhoria da comunicação interna e fortalecimento da resiliência emocional. Trata-se de construir uma ponte entre bem-estar e resultado corporativo.
O futuro da produtividade não depende apenas de tecnologia, mas da qualidade mental de quem lidera. Empresas que investem em práticas de mindfulness reconhecem que a clareza interior é uma vantagem competitiva, capaz de transformar não apenas indivíduos, mas toda a cultura organizacional.
O livro está disponível no site da Editora Labrador e pode ser integrado a programas de liderança, treinamentos corporativos e iniciativas de bem-estar organizacional.