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Engenheiro de IA lidera ranking de profissões em alta para 2026

Foto: divulgação
Foto: divulgação

A profissão de engenheiro de Inteligência Artificial conquistou o primeiro lugar no ranking de cargos em alta para 2026, divulgado pelo LinkedIn, refletindo uma virada definitiva na forma como empresas brasileiras encaram a tecnologia.

O que antes era visto como aposta, tornou-se necessidade estratégica, impulsionando uma corrida por profissionais capazes de transformar algoritmos em soluções de negócio. A mudança reflete um movimento que vem se consolidando nos últimos três anos.

“As empresas entenderam que incorporar IA aos negócios deixou de ser uma aposta e passou a ser uma necessidade estratégica”, analisa Enrico Gazola, economista e cofundador da Nero.AI, software house especializada em IA para empresas que atende clientes como Fundação Lemann e Insper.

A diferença agora é que os benefícios de longo prazo dessas soluções começam a aparecer de forma mais clara, seja em ganho de eficiência, redução de custos ou aumento de receita.

O perfil do profissional mais buscado

Segundo ele, três características definem o engenheiro de IA que as empresas procuram em 2026. A primeira é o domínio técnico sólido.

“Procuramos pessoas que já tenham vivência prática com IA, que entendam a tecnologia de forma profunda e que consigam identificar problemas e soluções com mais rapidez justamente pela experiência acumulada”, explica.

O diferencial, porém, vai muito além do código. É preciso capacidade de pensar além do papel tradicional de desenvolvedor.

“Essa é a segunda característica, esse profissional precisa saber conversar com o cliente, entender a dor real do negócio e enxergar como a tecnologia pode gerar retorno financeiro e impacto concreto”, comenta o especialista.

A terceira característica tornou-se imperativa em um setor que evolui em velocidade exponencial e com capacidade de aprendizado constante.

“A área evolui muito rápido, e quem se acomoda no que já sabe fica para trás. O engenheiro de IA precisa estar sempre aberto a novas ferramentas, novos modelos e novas abordagens, entendendo que o aprendizado contínuo faz parte da própria função”, destaca.

Um movimento observado pelo executivo ajuda a explicar a alta demanda, já que muitas empresas preferem internalizar iniciativas de IA, criando times próprios para desenvolver e evoluir soluções estratégicas.

“Há um volume crescente de projetos surgindo em praticamente todos os setores, do jurídico ao financeiro, da saúde à comunicação”, explica.

Outros cargos em destaque

Além do engenheiro de IA no topo, outras posições ligadas à transformação digital também figuram entre as mais promissoras para 2026, como especialista em Cibersegurança, analista de Dados e Business Intelligence, especialista em ESG, product manager e engenheiro de Cloud.

Com a maturação do mercado de IA e a comprovação de resultados concretos, a tendência é que a demanda siga crescente.

“IA não pode ser tratada como um fim em si mesma, mas como um meio para gerar ROI”, finaliza.

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