A Desenvolve SP já concedeu mais de R$ 360 milhões em linhas de crédito para empresas comandadas por mulheres nesta gestão estadual. Este número refere-se a negócios cujas sócias-administradoras são do sexo feminino e detêm 50% das cotas mais um da sociedade.
O foco no empreendedorismo feminino ganhou ainda mais fôlego após a criação da linha Desenvolve Mulher, criada para atender micro, pequenas e médias empresas lideradas por mulheres, oferecendo taxas competitivas, prazos mais longos (até 120 meses para pagamento) e carência que pode chegar a 36 meses.
Os recursos, com teto de R$ 10 milhões, podem ser utilizados tanto para investimentos, como compra de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva ou modernização do negócio.
Para solicitar o financiamento, é necessário que a empresa tenha CNPJ e que as mulheres detenham ao menos 50% mais uma das cotas ou participação na gestão do negócio.
Além de apoiar a expansão de empresas já estabelecidas, a linha também financia empresas pré-operacionais, ou seja, ajuda a tirar bons projetos do papel.
Há, também, o formato simplificado: empreendedoras que têm empresas em funcionamento há mais de 12 meses podem solicitar até R$ 300 mil de crédito, com prazo de 60 meses e carência de um ano para começar o pagamento.
Iniciativas como a linha Desenvolve Mulher contribuem para reduzir desigualdades no acesso a financiamento e incentivar a autonomia financeira feminina.
Segundo levantamento da FGV, com base em dados da PNAD Contínua do IBGE, no fim de 2024, 51,7% dos domicílios no Brasil eram liderados por mulheres, o equivalente a 41,3 milhões de lares no país, e a maioria delas vive em grandes metrópoles do sudeste.
Outros dados interessantes, do Sebrae, é que São Paulo tem quase 2,5 milhões de mulheres à frente de empresas, que geram 33% dos empregos formais no Estado.
Esses números reforçam a urgência de políticas públicas e ações que busquem a autonomia econômica feminina.
Ações como facilitar o acesso ao crédito, por exemplo, são fundamentais pois reconhecem que a independência econômica é um vetor essencial de proteção.
Muitos dos recursos, são utilizados por mulheres que desenvolvem projetos que envolvem capacitação empreendedora, formação técnica e estímulo à autoestima, promovendo fortalecimentos individual e comunitário.
Cientista empreendedora deu salto com a Desenvolve SP
A BioLinker deixou de ser uma startup dentro de uma universidade para se tornar uma empresa instalada em um parque estadual em Cotia após obter crédito da Desenvolve SP.
A afirmação é da fundadora e CEO, Mona Oliveira, cientista PhD com formação em Bioquímica e Nanotecnologias. O crescimento ganhou força durante a pandemia de Covid-19, quando proteínas de vírus produzidas pela empresa passaram a ser usadas em estudos científicos e testes rápidos.
O financiamento da Desenvolve SP ajudou na construção da nova sede, incluindo uma sala limpa utilizada na produção.
A empresa desenvolve proteínas sintéticas com tecnologia própria e cria soluções para áreas como saúde humana e animal, biotecnologia industrial, agricultura e alimentos, cosméticos científicos e pesquisa acadêmica.
“Usamos crédito da Desenvolve SP porque precisávamos ter essa estrutura para criar os espaços adequados para nossas produções e assim obter todas as licenças. Hoje, no Brasil, não tem outros bancos com juros tão baixos devido ao subsídio para a área de inovação. Para nós, foi uma experiência excelente”, finaliza.