“E se alguém da minha área comentar de forma negativa?” Essa é uma das perguntas que mais escuto de empresários talentosos antes de gravar o primeiro vídeo ou fazer o primeiro post para o LinkedIn. Conhecimento técnico, geralmente, não falta. O que falta é coragem.
Esse medo tem nome: é o medo da exposição, e ele paralisa mais empresários talentosos do que qualquer falta de estratégia. Profissionais brilhantes, com décadas de experiência, congelam diante de uma câmera ou apagam um post minutos depois de publicá-lo porque “ficou estranho”. O perfeccionismo, muitas vezes, é medo disfarçado de exigência.
O que poucos comentam é que esse medo não desaparece com mais preparo técnico. Ele diminui com exposição repetida. Cada vídeo gravado, cada post publicado, cada comentário respondido reduz um pouco o desconforto. Ninguém nasce confortável na frente de uma câmera.
Isso se constrói, devagar, na prática, e o primeiro vídeo é quase sempre o pior, não porque o conteúdo seja ruim, mas porque ainda não existe repertório de exposição construído.
A verdade incômoda é que o silêncio também tem um custo, só que invisível. Não é o custo de um post ruim ou de um comentário negativo. É o custo da oportunidade que nunca chegou, do cliente que escolheu o concorrente mais visível, da parceria que foi para outra pessoa porque ela apareceu primeiro. Esse custo não dói na hora. Dói meses depois, quando se compara onde poderia estar.
Não existe posicionamento sem algum nível de exposição. E não existe exposição sem algum nível de desconforto inicial. A pergunta não é como eliminar o medo antes de começar. É como começar mesmo com ele.
Quem espera sentir coragem para aparecer, geralmente espera para sempre. A coragem aparece depois, como consequência de quem já começou.