O C6 Bank encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida atingiu o recorde de R$ 6,3 bilhões, alta de 48% na mesma comparação.
O resultado ocorre no ano em que a instituição, que tem o JPMorganChase como sócio, completa 7 anos de operação. Entre os fatores que contribuíram para o desempenho estão a expansão das operações de financiamento de veículos e crédito consignado. O banco também passou a atuar no consignado privado, modalidade voltada aos trabalhadores com carteira assinada.
A carteira de crédito expandida chegou a R$ 99,8 bilhões em junho, avanço de 38% em 12 meses. As operações com garantia, entre elas financiamento de veículos e consignado, já representam 82% da carteira.
A captação de recursos também avançou. A captação a prazo encerrou junho em R$ 112,9 bilhões, crescimento de 36%, enquanto a base total alcançou R$ 125,6 bilhões, alta de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado.
“Temos conseguido manter uma trajetória consistente de crescimento, apoiada em um modelo de negócio sólido e em uma estratégia de concessão de crédito que prioriza operações com garantia. Essa composição nos dá segurança para continuar expandindo o negócio de forma sustentável, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador”, afirma Marcelo Kalim, CEO do C6 Bank.
Eficiência operacional avança
O índice de eficiência, que mede a relação entre despesas operacionais e receita líquida, passou de 46% no primeiro semestre do ano passado para 42% neste ano.
As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), por outro lado, aumentaram de R$ 996 milhões para R$ 2,4 bilhões. Segundo o banco, o avanço ocorreu principalmente em função do crescimento da carteira de consignado privado, que demanda maior provisionamento.
A inadimplência ficou em 3,6% em junho, ante 3,2% no mesmo período do ano passado. Desconsiderando o impacto da Resolução CMN nº 4.966, o índice de empréstimos com atraso igual ou superior a 90 dias seria de 2,6%.
“Parabéns ao C6 Bank pelos resultados sólidos e crescimento neste semestre, resultado de uma execução disciplinada”, afirma Mark O’Donovan, CEO de International Consumer Banking do JPMorganChase.
Banco chega a R$ 171 bilhões em ativos
Outro marco do semestre foi o avanço do C6 Bank para o segmento S2 do Banco Central. A mudança ocorreu após os ativos da instituição alcançarem R$ 171 bilhões em junho.
“Para nós, que já cumpríamos exigências rigorosas de capital, liquidez e gestão de riscos, a entrada no S2 é um passo natural e um reflexo da robustez do nosso negócio, que agora vai operar sob uma régua ainda mais alta”, destaca Philippe Katz, CFO do C6 Bank.
IA ganha espaço na experiência financeira
A inteligência artificial também está entre as frentes de desenvolvimento da instituição. No primeiro semestre, o banco ampliou as funcionalidades do C6 Assistant, ferramenta baseada em IA generativa.
Além de responder dúvidas e permitir a realização de transações, a tecnologia passou a auxiliar na organização financeira dos clientes. O usuário pode interagir com informações da conta corrente e da fatura do cartão para analisar despesas e hábitos de consumo.
Atualmente, o banco possui mais de 42 milhões de clientes e atua nos segmentos de pessoa física, pessoa jurídica, atacado, veículos, home equity e consignado.