Economia SP - Com 3,8 milhões de usuários, Premia capta R$ 5 milhões e prepara expansão

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Com 3,8 milhões de usuários, Premia capta R$ 5 milhões e prepara expansão

Foto: divulgação
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A Premia, edtech especializada em inteligência artificial aplicada à aprendizagem, acaba de receber um investimento de R$ 5 milhões de um family office ligado ao setor de educação.

Já operando em breakeven, a empresa pretende utilizar os recursos para acelerar a expansão comercial, fortalecer a plataforma e ampliar o portfólio e a infraestrutura tecnológica.

Fundada em 2021, a companhia desenvolveu uma plataforma capaz de identificar lacunas de aprendizagem e personalizar o ensino em larga escala por meio de modelos proprietários de IA. A tecnologia é utilizada na educação básica, ensino superior e educação corporativa.

Até o momento, a solução já impactou a jornada de aprendizagem de mais de 3,8 milhões de usuários, processou mais de 93 milhões de conteúdos educacionais, chegou a 400 municípios e envolveu mais de 4,5 mil professores.

A startup foi fundada por Ricardo Podolsky, executivo com mais de 30 anos de experiência nos mercados de meios de pagamento eletrônico e educação, Paulo Flavio Faia Nogueira, que liderou as áreas de tecnologia, inovação e ensino a distância da Universidade Nove de Julho (Uninove), e Tony dos Santos, que atua há 37 anos com soluções educacionais.

A edtech também integra o ecossistema de inovação inovabra, mantido pelo Bradesco, e já possui atuação nos setores público e privado, atendendo escolas, universidades e projetos de educação corporativa.

Capital abre caminho para expansão e M&As

Além de ampliar sua participação nos mercados em que já atua, a Premia pretende utilizar o novo momento para avaliar aquisições de empresas e tecnologias complementares que possam ser integradas à sua plataforma.

“Com a entrada do novo capital, viramos a chave para uma estratégia de mercado agressiva. Isso significa que, além de continuar aprimorando nossas soluções, estamos utilizando ativamente nossos recursos tecnológicos e financeiros para identificar e adquirir outras tecnologias, empresas e soluções complementares que possam ser integradas ao nosso ecossistema, acelerando nossa consolidação”, afirma Ricardo Podolsky.

O aporte representa uma nova etapa na trajetória da companhia, que até então havia financiado o crescimento principalmente com recursos gerados pela própria operação.

“Estruturamos o crescimento de forma bootstrap, reinvestindo os próprios resultados da operação. Esse modelo nos permitiu passar pelos primeiros anos focados em pesquisa, validação científica e desenvolvimento tecnológico, antes de buscarmos capital externo para tração”, explica Paulo Flavio Faia Nogueira.

IA identifica lacunas de aprendizagem

A tecnologia da Premia combina inteligência artificial, ciência de dados e educação para acompanhar como cada estudante assimila os conteúdos.

Durante a utilização da plataforma, as interações dos alunos geram microdados de aprendizagem. Essas informações são processadas pelos modelos proprietários de IA, que identificam lacunas de conhecimento, estimam níveis de proficiência, projetam desempenho em avaliações e recomendam intervenções pedagógicas personalizadas. O processo ocorre sem exigir que professores façam registros ou preenchimentos manuais adicionais.

“Os modelos proprietários de IA da Premia utilizam o comportamento de aprendizagem dos estudantes para prever, com mais de 90% de acurácia, o desempenho em grandes avaliações nacionais, permitindo intervenções pedagógicas antes da realização das provas”, complementa Paulo.

Estudo aponta evolução no desempenho dos alunos

Um levantamento realizado pela empresa com 250 mil estudantes e 80,3 milhões de questões respondidas identificou evolução média de 158% no desempenho de alunos da Educação Básica após três meses de utilização da plataforma.

No ensino superior, segundo os dados apresentados pela Premia, mais de 80% dos estudantes foram aprovados em disciplinas com alto índice de reprovação.

A pesquisa também avaliou a percepção dos universitários: 81% afirmaram que a plataforma ajudou na preparação para as provas, 84% perceberam melhora significativa no próprio desempenho e 85% disseram que gostariam de utilizar a tecnologia em todas as disciplinas.

A proposta é transformar esses dados em informações que permitam às instituições e aos professores identificar conteúdos que precisam de reforço e agir antes que as defasagens se aprofundem.

“A ferramenta acelera a aprendizagem contínua, de forma justa e eficiente. Atingimos o patamar de maturidade ideal para a escalabilidade ao longo da nossa história”, destaca Ricardo.

Premia mira 20 milhões de usuários

Com o novo aporte, a edtech projeta ampliar significativamente sua escala nos próximos dois anos. A meta é ultrapassar 20 milhões de usuários, chegar a 1,5 mil municípios e impactar a rotina de mais de 40 mil professores no período.

A empresa também pretende consolidar sua posição entre as principais edtechs brasileiras especializadas em inteligência artificial aplicada à aprendizagem.

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Fundadora do Economia SC/SP, board member do Economia PR, 4 vezes TOP 10 Imprensa do Startup Awards e TOP 100 dos + Admirados da Imprensa no Brasil em 2025.

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