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Empresa leva gestão unificada de privacidade e IA ao Fórum RNP 2026

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A adoção de inteligência artificial, computação em nuvem e novos serviços digitais pelo setor público aumentou também a pressão sobre instituições que precisam proteger dados, atender à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e manter controles de segurança atualizados.

É nesse cenário que a Virtual Officer, empresa de tecnologia sediada em Florianópolis, participa do Fórum RNP 2026, evento promovido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e voltado ao debate sobre infraestrutura digital, cibersegurança e governança tecnológica.

No dia 26 de agosto, o fundador e CEO da empresa, Leo Goldim, apresenta o conceito de Gestão Unificada de Privacidade e Proteção de Dados, desenvolvido pela companhia para integrar controles de segurança, privacidade e conformidade em uma mesma estrutura.

A participação também marca a apresentação de novas funcionalidades da plataforma, entre elas um serviço corporativo baseado em Model Context Protocol (MCP), agentes de inteligência artificial aplicados à governança e uma nova identidade visual.

Fragmentação aumenta o custo da governança

Um dos desafios enfrentados por instituições públicas, centros de pesquisa e grandes organizações está na quantidade de sistemas utilizados para acompanhar riscos, fornecedores, ativos digitais e obrigações regulatórias.

Na prática, ferramentas diferentes nem sempre compartilham informações entre si. Isso faz com que equipes de tecnologia, segurança e privacidade precisem consolidar dados manualmente para auditorias e relatórios.

Virtual Officer chama esse efeito de “Imposto do Silo”: o custo operacional gerado pela necessidade de conciliar informações distribuídas entre diferentes sistemas e áreas.

A proposta da empresa é reunir esses dados em uma única plataforma, conectando ativos de nuvem, vulnerabilidades, fornecedores, fluxos de dados e requisitos regulatórios.

Segundo a Virtual Officer, a tecnologia utiliza uma lógica própria de mapeamento para relacionar uma mesma evidência técnica a diferentes controles e normas. A empresa estima que essa abordagem pode reduzir em até 80% o trabalho manual envolvido em processos de conformidade e auditoria.

Privacidade e segurança no mesmo fluxo

Gestão Unificada de Privacidade e Proteção de Dados parte da ideia de que segurança da informação e privacidade deixaram de ser disciplinas separadas dentro das organizações.

O modelo busca permitir que uma vulnerabilidade identificada em determinada infraestrutura, por exemplo, seja relacionada automaticamente aos ativos envolvidos, aos dados armazenados e às exigências regulatórias correspondentes.

Para instituições públicas, essa integração ganha peso à medida que mais serviços são digitalizados e passam a depender de ambientes de nuvem e fornecedores externos.

A exigência também cresce com a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e com a necessidade de demonstrar não apenas a existência de políticas, mas a aplicação contínua dos controles.

“O setor público lida com dados de milhões de cidadãos e infraestruturas de pesquisa vitais para o país. Não é mais sustentável que gestores governamentais e líderes de segurança dependam de planilhas estáticas para mensurar riscos”, afirma Leo Goldim.

Segundo ele, o objetivo é transformar informações de conformidade em dados operacionais que possam ser acompanhados continuamente pelas organizações.

IA entra na rotina de governança

Entre as novidades apresentadas no Fórum RNP está a utilização de agentes de inteligência artificial para atividades como monitoramento de controles, análise inicial de riscos de fornecedores e organização de evidências para auditorias.

A empresa afirma que os agentes operam com supervisão humana e mantêm registros das atividades realizadas.

A estratégia acompanha um movimento mais amplo no mercado de tecnologia: levar a inteligência artificial para tarefas administrativas e técnicas que exigem grande volume de análise documental.

Nesse caso, a intenção não é substituir a decisão dos profissionais responsáveis pela segurança ou pela privacidade, mas automatizar etapas repetitivas do processo.

Outra frente apresentada pela Virtual Officer é a adoção do Model Context Protocol, padrão aberto utilizado para conectar sistemas e aplicações de inteligência artificial a diferentes fontes de informação.

A companhia desenvolveu um serviço corporativo baseado no protocolo para permitir que modelos de IA consultem informações de governança sem acesso direto às bases de dados das instituições.

Setor público amplia demanda por soberania de dados

A discussão ocorre em um momento em que soberania digital e proteção de informações estratégicas ganham espaço nas decisões de tecnologia do setor público.

Universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais trabalham com grandes volumes de informações pessoais, científicas e institucionais, o que aumenta a necessidade de saber onde os dados estão armazenados, quem pode acessá-los e quais fornecedores participam dessa estrutura.

Esse cenário também amplia o mercado para empresas de cibersegurança, governança e conformidade capazes de integrar diferentes camadas da infraestrutura tecnológica.

Para a Virtual Officer, o Fórum RNP representa uma oportunidade de ampliar a presença nesse segmento.

Nascida em Florianópolis, a empresa também atua em mercados da América Latina, entre eles Chile, Colômbia, Equador, México e Argentina.

A aposta para os próximos anos está na combinação entre automação, inteligência artificial e gestão contínua de riscos. Para instituições públicas, o desafio será adotar essas tecnologias sem perder controle sobre os próprios dados, justamente uma das discussões que deve ganhar espaço à medida que a transformação digital avança.

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