Depois de conquistar milhões de jovens com uma conta digital, a NG.CASH começa a disputar uma nova etapa da vida financeira dessa geração: o acesso ao crédito.
A fintech anunciou um aporte estratégico de US$ 15 milhões, liderado pela Blockchain Capital, e estabeleceu a meta de alcançar R$ 1 bilhão em volume de crédito originado até o fim de 2027.
Com a nova rodada, a companhia ultrapassa US$ 65 milhões captados desde a fundação, em 2021. Os recursos serão utilizados para ampliar o portfólio financeiro, avançar em produtos relacionados a ativos digitais e preparar a expansão para outros mercados da América Latina.
A estratégia acontece à medida que a própria base de clientes amadurece. Com mais de 10 milhões de usuários, a NG.CASH busca acompanhar jovens que começaram utilizando serviços básicos e agora ingressam no mercado de trabalho e passam a demandar crédito e outros produtos financeiros.
Crédito vira nova frente de crescimento
Em 2026, a fintech acelerou a entrada nesse mercado com o lançamento do Pix Crédito, que combina pagamentos instantâneos e crédito, e do Crédito CLT, modalidade de consignado privado direcionada aos trabalhadores.
A tese da companhia é utilizar o histórico construído com clientes que iniciaram cedo sua relação financeira na plataforma para desenvolver ofertas de crédito mais personalizadas.
“Há cinco anos era o acesso dos jovens a uma conta digital, hoje é o acesso a um crédito inteligente que os ajude a iniciarem sua vida adulta e alcançarem seus objetivos. Por sermos a primeira conta desses jovens, nós conseguiremos oferecer seu primeiro crédito de forma personalizada, estruturada e transparente”, afirma Mário Augusto Sá, cofundador e CEO da NG.CASH.
A meta de atingir R$ 1 bilhão em crédito originado até o final de 2027 mostra como essa vertical deve ganhar peso dentro da estratégia da fintech nos próximos anos.
Fintech supera 10 milhões de clientes
Fundada em 2021, a NG.CASH ultrapassou 10 milhões de clientes ao construir sua operação principalmente em torno de consumidores das novas gerações.
Agora, o desafio passa a ser manter esses usuários dentro do ecossistema à medida que suas necessidades financeiras se tornam mais complexas.
“Foi assim que deixamos de ser apenas uma conta digital para construir um ecossistema completo, capaz de atender nossos clientes em cada nova etapa da sua jornada financeira”, explica Mário Augusto Sá.
A rodada liderada pela Blockchain Capital também contou com um componente estratégico. O fundo é especializado em infraestrutura blockchain e ativos digitais e passa a integrar uma base de investidores que inclui Andreessen Horowitz (a16z), NEA e Monashees.
“A NG.CASH já provou que consegue criar e expandir um negócio que os jovens brasileiros realmente usam, e é justamente por isso que decidimos investir nela”, afirma Kinjal Shah, General Partner da Blockchain Capital.
Stablecoins e América Latina entram no radar
Além do crédito, parte da próxima etapa de crescimento estará relacionada aos ativos digitais. A NG.CASH pretende desenvolver soluções que aproximem stablecoins e outras tecnologias baseadas em blockchain da experiência financeira cotidiana dos clientes, dentro do ambiente regulatório do setor.
A expansão internacional também entra na estratégia. A companhia vê outros países da América Latina como mercados potenciais por reunirem características semelhantes às encontradas no Brasil: população jovem, alta adoção de tecnologias digitais e demanda por novos serviços financeiros.
Com mais de 10 milhões de clientes, US$ 65 milhões captados e uma meta de R$ 1 bilhão em crédito, a NG.CASH entra em uma nova fase em que o desafio deixa de ser apenas conquistar o jovem como cliente e passa a ser crescer junto com sua vida financeira.