Em meio ao avanço da inteligência artificial e ao aumento da complexidade das ameaças digitais, a Vultus está reforçando sua estrutura de governança para sustentar uma nova etapa de crescimento. A empresa anunciou a chegada de Luiz Peixoto ao Conselho Consultivo e de Clara Hennel ao Conselho de Administração.
As mudanças acontecem após a companhia anunciar R$ 8 milhões em investimentos para acelerar o desenvolvimento de tecnologias próprias de cibersegurança, com foco principalmente em inteligência artificial. A meta da Vultus é dobrar a receita nos próximos três anos e aumentar a participação de produtos tecnológicos e receitas recorrentes no negócio.
A nova composição dos conselhos busca incorporar experiência em tecnologia, transformação digital, produto e conhecimento da própria operação às decisões relacionadas ao próximo ciclo da empresa.
Experiência em tecnologia chega ao Conselho Consultivo
Com mais de 20 anos de atuação em tecnologia, transformação digital, inovação e governança de TI, Luiz Peixoto passa a integrar o Conselho Consultivo da Vultus.
O executivo possui formação em Transformação Digital pelo MIT e foi CTO da Nio, onde participou da estruturação tecnológica da companhia. Também atuou por mais de seis anos na Movida como Chief Information & Data Officer e passou 18 anos pela Claro, chegando à diretoria de Governança de TI.
Na Vultus, sua atuação estará concentrada principalmente nas discussões sobre tecnologia, produto e escalabilidade da operação a partir do desenvolvimento de soluções proprietárias.
“A Vultus tem uma experiência técnica única construída ao longo dos anos e agora está diante de uma oportunidade de transformar esse conhecimento em tecnologia e produtos com capacidade de escala. Meu papel no Conselho Consultivo é contribuir para essas decisões a partir da experiência que acumulei em diferentes processos de transformação tecnológica e escalação de operações”, afirma Luiz Peixoto, conselheiro consultivo da Vultus.
Executiva da companhia passa ao Conselho de Administração
A segunda mudança ocorre dentro da própria estrutura da empresa. Após cerca de seis anos na Vultus, Clara Hennel passa a integrar o Conselho de Administração.
Formada em Relações Internacionais pela Syracuse University, nos Estados Unidos, e com formação complementar em Antropologia, a executiva esteve à frente da área de Marketing e acumulou experiência também na frente comercial.
Agora, passa a participar das decisões relacionadas à estratégia, produto, posicionamento, crescimento e escala da companhia.
“Passei por diferentes áreas e momentos da Vultus e acompanhei de perto a evolução do negócio. Assumir essa posição muda a natureza dessa atuação, mas também permite levar o conhecimento de negócio para discussões mais estratégicas sobre produto, crescimento e os próximos movimentos”, afirma Clara Hennel, integrante do Conselho de Administração da Vultus.
Para Alexandre Brum, CEO da Vultus, a reorganização acompanha a mudança de escala da operação.
“Estamos em um momento de ganho de escala da operação com a prioridade de preservar a excelência técnica. A experiência do Peixoto em grandes operações de tecnologia e a trajetória da Hennel dentro da Vultus já estão trazendo perspectivas estratégicas diferentes e ricas”, destaca.
IA entra no centro da estratégia de cibersegurança
Criada a partir da união entre a GC Security e a Trust Cybersecurity, spin-off da Falconi Consultores em 2024, a Vultus vem direcionando parte de sua estratégia ao desenvolvimento de tecnologia própria.
Um dos projetos é o Ares, agente autônomo que integra uma plataforma voltada a testes de intrusão por meio de simulação adversarial com inteligência artificial.
O movimento ocorre em um cenário no qual a IA passa a atuar nas duas pontas da cibersegurança: ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de defesa e automação, também pode aumentar a velocidade e a sofisticação dos ataques.
Para Luiz Peixoto, desenvolver produtos próprios também aumenta a complexidade das decisões estratégicas.
“Quando uma empresa passa a desenvolver tecnologia própria, as decisões não ficam restritas ao produto. É preciso discutir arquitetura, dados, segurança, modelo operacional e como essas escolhas se conectam ao negócio”, afirma.
Com a nova estrutura de governança, a Vultus busca preparar a organização para transformar conhecimento técnico em produtos escaláveis e aumentar a participação da tecnologia proprietária e das receitas recorrentes em seu modelo de negócio.