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O verdadeiro motor do consumo no TikTok: as comunidades

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Foto: divulgação
Foto: divulgação

O TikTok é uma plataforma profundamente organizada em torno de comunidades — grupos de pessoas que compartilham algo em comum, como um interesse, um estilo de vida, uma linguagem ou até um desafio em comum. É dentro dessas subcomunidades que as tendências nascem, os produtos viralizam e as narrativas ganham força real de mercado.

Nos dois primeiros episódios da nossa série O guia definitivo do TikTok para CEOs , explicamos como o TikTok revoluciona a entrega de conteúdo com um algoritmo que prioriza comportamento real (Ep. 1) e como ele reorganizou o funil de compra ao integrar descoberta, consideração e conversão em uma só experiência (Ep. 2). Agora, é hora de entender o que sustenta tudo isso: as comunidades de interesse, também chamadas de subculturas.

Esses grupos não apenas consomem conteúdo: eles influenciam o que o algoritmo entrega para outros usuários.

Quanto mais engajamento uma comunidade gera em torno de um tema, mais a plataforma entende que aquele assunto tem relevância. Ou seja, ela não apenas entrega o que as pessoas pedem, ela amplifica o que as comunidades valorizam.

Mas atenção: cada uma dessas comunidades opera com seus próprios códigos, linguagens e repertórios. Isso exige das marcas uma abordagem muito mais estratégica e respeitosa. Aqui, a lógica não é interromper a conversa com uma oferta, mas entrar nela com relevância real: ouvir antes de falar, participar antes de vender.

De #CleanTok a #TechTok, de #FarmTok a #BookTok — esses grupos não apenas compartilham vídeos. Eles constroem narrativas, definem padrões de comportamento e elegem os próximos produtos-desejo do mercado. É dentro dessas bolhas que nascem os memes, os virais, os produtos que esgotam do dia pra noite. São comunidades que movimentam conversas e, com isso, movimentam o consumo.

E quando um produto se encaixa de forma autêntica dentro de uma dessas bolhas, ele não só ganha atenção — ele vira fenômeno cultural e comercial.


Confiança vira atenção. Atenção vira desejo. Desejo vira compra. 

É por isso que marcas que crescem dentro do TikTok não são as que invadem o espaço, mas as que se infiltram nele com consistência, linguagem certa e verdade. Aquelas que entendem o território e constroem presença com coerência. Porque no TikTok, pertencer é mais forte do que aparecer.

As oportunidades estão por toda parte — o que falta, muitas vezes, é clareza sobre onde sua marca se encaixa.

Por isso, a pergunta que todo negócio precisa fazer hoje não é mais “como viralizar no TikTok?”, mas sim: “Em qual comunidade minha marca precisa pertencer?”

👉 No próximo episódio, vamos falar sobre a nova cara da influência digital — como pessoas comuns no TikTok estão movimentando mercados com histórias reais e por que isso é mais poderoso do que campanhas com celebridades. 

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Fundadora da Okeydoke, SaaS de gestão da estratégia e conteúdo para profissionais de social media.

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