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5 estratégias para uma empresa dobrar o faturamento, segundo João Kepler

Foto: divulgação
Foto: divulgação

O último trimestre de 2025 expôs uma divisão cada vez mais evidente no desempenho das empresas brasileiras em diferentes setores da economia. O varejo ampliado encerrou o período com queda próxima de 2%, reflexo direto da desaceleração do consumo das famílias e da maior seletividade na tomada de decisão do consumidor.A indústria registrou retração acumulada em torno de 1,5%, pressionada pelo encarecimento do crédito, pelos prazos de pagamento mais longos e pela redução da demanda por bens duráveis e equipamentos.

Entre pequenas e médias empresas, quase 4 em cada 10 encerraram o ano faturando menos do que em 2024, efeito da combinação entre custos operacionais elevados, ciclos de venda mais longos, compressão de margens e dificuldades de capitalização em um ambiente de juros altos. Esse cenário reforçou a diferença entre negócios que perderam ritmo e aqueles que conseguiram avançar acima da média, sustentando crescimento por meio de ajustes estruturais de produto, processo e gestão.

É nesse contraste que se tornam essenciais as 5 diretrizes defendidas pelo CEO da Equity Group, João Kepler, para empresas que desejam dobrar o faturamento com previsibilidade e método:

“Dobrar o faturamento não é sobre fazer mais atividades, mas sobre fazer as atividades certas com consistência diária”.

Ele explica que a 1ª diretriz consiste em identificar de forma objetiva onde está o lucro real da operação, distinguindo iniciativas que geram retorno das que apenas consomem energia e recursos. A 2ª envolve construir uma máquina de vendas previsível, baseada em metas diárias claras, custos de aquisição de clientes mantidos sob controle e um funil comercial organizado, sem dependência de picos aleatórios de demanda. Já a  diretriz exige padronizar processos, criando rituais de gestão, mecanismos de acompanhamento e metodologias replicáveis que evitem improviso e permitem escalar a operação sem perda de margem.

“Negócios que crescem rápido são negócios que variam pouco o método. Escala é consequência de disciplina, não de sorte”.

4ª dica destaca a importância da gestão financeira orientada ao caixa como elemento central de crescimento. Em um ambiente em que o custo do dinheiro permanece elevado, empresas que buscam dobrar o faturamento precisam dominar o ciclo completo de pagamentos e recebimentos, reduzir gargalos operacionais, entender com clareza onde a margem está sendo erodida e otimizar o uso de capital de giro. Controlar fluxo de caixa deixou de ser tarefa contábil e passou a ser decisão estratégica, especialmente para empresas que enfrentam sazonalidade ou forte pressão competitiva.

A 5ª diretriz proposta por Kepler envolve a formação de alianças estratégicas para expandir a distribuição, reduzir o ciclo de aquisição de clientes e ampliar o alcance comercial com maior velocidade. Para o CEO, parcerias bem estruturadas antecipam resultados, diminuem riscos e compensam o tempo necessário para entrar em novos mercados.

“Quase nenhuma empresa dobra de tamanho sozinha. O que dobra negócio é ecossistema, não isolamento. Empresas que entendem isso aceleram mais rápido”, observa.

O ambiente projetado para 2026 deve acentuar ainda mais a distância entre empresas que operam com método e aquelas que dependem de improvisação, sazonalidade ou intuição. Consumidores mais seletivos, competição crescente, avanço de tecnologias que exigem requalificação de equipes e um custo de capital que ainda segue elevado devem pressionar modelos de negócio menos estruturados.

Para ele, esse novo cenário traz oportunidades claras para quem organiza processos e profissionaliza a gestão:

“O mercado recompensa velocidade com direção. Quando o empreendedor entende que dobrar o faturamento é um projeto executável e não um sonho abstrato, ele passa a agir com estratégia, disciplina e intenção. E planos executáveis são aqueles que cabem na rotina da empresa”.

Na visão do executivo, as 5 diretrizes funcionam como um mapa prático para companhias que desejam atravessar períodos de incerteza com crescimento real, sustentado e mensurável.

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