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5 teses de investimento que mais devem tracionar em 2026

Foto: divulgação.
Foto: divulgação.

O ano de 2026 deve consolidar uma nova onda de alocação global em tecnologias de alta eficiência, infraestrutura digital, energia limpa e automação avançada.

Projeções de relatórios internacionais indicam que mercados ligados à inteligência artificial, renováveis, cibersegurança, fintechs e manutenção preditiva seguirão como destinos prioritários de capital, tanto de fundos tradicionais quanto de investidores individuais.

A expansão contínua do capex em IA por big techs, o avanço da transição energética e a digitalização acelerada de operações industriais sustentam esse cenário para o próximo ciclo.

Segundo Amure Pinho, fundador do Investidores.vc, disciplina gera previsibilidade, e previsibilidade atrai investimento.

“Quando uma startup entende seus números mês a mês, ela deixa de operar no escuro e passa a construir futuro. Esse nível de consciência é o que transforma ecossistemas inteiros”, aponta.

Pensando nisso, ELE destaca as cinco teses de investimento com maior potencial de tração em 2026:

1) Inteligência Artificial e infraestrutura

O movimento de expansão deve continuar impulsionado pelas big techs, que seguem aumentando o capex em data centers, semicondutores e modelos avançados. A consultoria IDC estima que o mercado global de IA chegará a US$500 bilhões até 2027, com crescimento contínuo em aplicações corporativas, segurança, automação e geração de conteúdo. Para investidores, o foco recai sobre provedores de infraestrutura, software verticalizado, chips especializados e plataformas de inferência.

2) Energia limpa, armazenamento e infraestrutura elétrica

A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que o mundo adicionará mais de 560 GW de capacidade renovável apenas em 2025, principalmente em solar e eólica, uma expansão que pressiona a necessidade de baterias, sistemas de armazenamento e reforço de redes elétricas. O mercado global de armazenamento de energia deve ultrapassar US$150 bilhões até 2030, de acordo com a BloombergNEF, impulsionado pela necessidade de regular a oferta intermitente das renováveis. Para 2026, especialistas apontam crescimento em projetos solares, baterias, eletrolisadores e operadores de infraestrutura.

3) Fintechs e Embedded Finance

O setor segue um dos mais resilientes. Relatórios do FMI e da Deloitte mostram que mais de 70% das instituições financeiras globais já adotam algum nível de automação com IA para atendimento, análise de crédito ou prevenção de fraudes. O segmento de embedded finance, quando serviços financeiros são incorporados diretamente em plataformas, deve movimentar US$384 bilhões em receitas até 2029, segundo a Future Market Insights. Em 2026, o destaque será para empresas com modelos B2B2C, soluções de pagamentos, crédito embutido e infraestrutura bancária via API.

4) Cibersegurança e proteção de infraestrutura crítica

A escalada de ataques digitais e o avanço da computação em nuvem devem manter o setor entre os mais aquecidos do ano. A consultoria Markets&Markets estima que o mercado global de cibersegurança alcance US$298 bilhões até 2028, crescendo a taxas anuais de quase 10%. A demanda corporativa vem principalmente de serviços em nuvem, fornecedores de identidade e acesso, soluções de prevenção de ataques e proteção de ambientes industriais (OT/ICS). Governos também devem ampliar gastos após sucessivos ataques a estruturas críticas nos últimos anos.

5) Automação industrial e manutenção preditiva

Por fim, indústrias em todo o mundo aceleram a adoção de sensores, análise de dados e modelos preditivos para reduzir custos de operação. O mercado global de manutenção preditiva foi avaliado em cerca de US$10 bilhões em 2024 e pode ultrapassar US$47 bilhões até 2030, de acordo com a Grand View Research, um CAGR superior a 25%. Robótica colaborativa, IIoT, softwares de gestão industrial e soluções de mínima intervenção humana devem receber mais aportes, especialmente em setores como logística, metalurgia, alimentos, mineração e petroquímica.

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