O Grupo MGITECH concluiu a separação das operações em três empresas independentes: MGI, focada em projetos, outsourcing e soluções de TI; MGD, dedicada à distribuição de equipamentos de tecnologia e MG.ia, uma consultoria especializada em IA.
Fundada há mais de 34 anos como uma distribuidora da HP, a MGI evoluiu ao longo das décadas, incorporando camadas de serviços, software e locação de equipamentos.
Porém, segundo o CEO Fabio Taborda Marques, o modelo unificado gerava uma perda de excelência operacional e consequentemente de crescimento.
“Quando colocávamos foco na distribuição, ela crescia enquanto a área de soluções recuava, e vice-versa. As dores, modelos de operação e necessidades de cada ecossistema são completamente diferentes. Entendemos que só a especialização traria estabilidade e crescimento sustentável”.
A criação da empresa de consultoria de IA vem da entrada de novos sócios, especialmente Ricardo Wagner, que é uma autoridade no assunto.
Para Ricardo, a MG.ia surge para endereçar uma dor latente nas empresas.
“A MG.ia nasce para resolver um vazio evidente no mercado: as empresas sabem que precisam adotar Inteligência Artificial, mas não sabem por onde começar. O nosso papel é traduzir tecnologia em impacto real, preparando líderes, processos e operações para essa nova era. IA não é um produto, é uma mudança de modelo mental. Estamos aqui para guiar essa transição com clareza e responsabilidade”.
O ecossistema de distribuição exige agilidade, estoque competitivo e operação dedicada. Já o mercado de outsourcing e soluções requer profundidade técnica, reuniões, diagnósticos, recorrência de serviços e construção de projetos personalizados.
A estrutura unificada impossibilitava essa dualidade. Por isso, em 2025, o grupo separou a antiga filial do Espírito Santo, responsável pelas importações devido a benefícios fiscais, criou a MGD a partir da cisão, realizou toda a migração tributária, cadastral e operacional, incorporou outra empresa do grupo à MGI, transferiu equipes, celebrou novos contratos e reorganizou processos.
Todo o movimento levou oito meses, sem interromper vendas.
“Apesar da complexidade natural do processo, a transição foi concluída sem interrupção de vendas e sem impacto para os nossos parceiros e clientes. A MGD precisa responder uma cotação em minutos. Já a MGI não pode ter esse ritmo, precisamos entender o projeto, fazer diagnóstico, construir solução. São naturezas opostas. Separá-las era o único caminho para entregar o melhor em cada frente”, afirma Fabio.
Impacto direto no crescimento e projeção para 2026
Em 2025, o Grupo encerrou o ano com um avanço sólido em receita, impulsionado por um crescimento acima de 30% nas duas empresas desde a separação, reflexo direto de um posicionamento mais claro, com ofertas complementares e foco no que cada uma faz melhor.
“Estamos colhendo um crescimento mais estável, sustentável e coerente com o ecossistema de cada empresa. A especialização nos aproximou dos parceiros e ampliou nossa capacidade de entregar valor”, reforça o CEO.
Com essa base fortalecida, o plano para 2026 é de uma nova aceleração, projetando o grupo no patamar dos R$ 150 milhões, com ambas as operações ampliando participação nos mercados em que atuam.
Metas para os próximos cinco anos
A MGITECH trabalha com um plano estratégico dividido entre visão de longo prazo e tático anual. As metas incluem tornar a MGD o maior distribuidor de equipamentos robustos do Brasil e posicionar a MGI entre os quatro maiores integradores de TI do país, um patamar em que o atual quarto colocado fatura cerca de R$ 350 milhões, o que exigirá que a MGI multiplique seu tamanho por dez.
“As metas são ambiciosas, mas agora temos estrutura e governança para crescer. A especialização nos permite escalar cada operação com profundidade, velocidade e clareza de propósito”, conclui Fabio Taborda Marques.