2026 marca o início de uma nova era no digital brasileiro: Menos glamour, mais eficiência real. Depois de anos de hype em torno de mídia, influência e tecnologia, o mercado entra agora em sua fase mais madura.
O que antes era comemorado como inovação passa a ser questionado sob a ótica de margem, ROI, TCO e impacto direto no negócio.
Dentro desse cenário, quatro movimentos se destacam como os mais importantes do ano para CMOs, CDOs, CTOs e CEOs:
- Pressão por performance real em mídia.
- Retail media avançando como pilar de margem no Brasil.
- Revisão completa do stack enterprise de ecommerce.
- Agentic Commerce e UCP.
A seguir, o Digital Martech Review 2026.
1- A nova era da mídia: o fim do glamour e o início da eficiência radical
O tempo das métricas indulgentes acabou. Em 2026, o que domina as mesas de diretoria é uma pergunta objetiva: a mídia está gerando lucro, ou apenas custo?
Os principais movimentos:
• ROAS real substitui ROAS de plataforma.
Adoção de modelos independentes de atribuição e foco em venda incremental.
• CFO pressionando eficiência.
Campanhas sem tese financeira clara perdem prioridade.
• CRM + mídia integrados.
Valor de ciclo de vida (LTV) vira métrica central da estratégia.
• SEO e GEO voltam ao topo da pauta.
Efeito composto, custo fixo menor, impacto direto na margem.
O resultado dessa virada é claro: empresas estão reduzindo investimentos não performáticos e alocando mais verba em:
• SEO/GEO
• Retail media
• Conteúdo orientado à conversão
• Dados e automação
2026 inaugura a fase mais pragmática da história da mídia digital no Brasil.
2- Retail Media: o pilar de margem que o varejo brasileiro abraçou
Se 2024 foi descoberta e 2025 foi validação, 2026 é consolidação total do retail media no Brasil. As grandes redes entenderam que possuem algo que nenhuma plataforma aberta pode oferecer: intenção de compra em tempo real + dados proprietários.
Os movimentos que mais chamam atenção:
• Redes como Carrefour e Casas Bahia transformaram seus ambientes digitais em veículos premium de mídia.
• Plataformas especializadas como Coretava elevaram o nível de inteligência, medição e performance.
• O crescimento acelerado do Magalu Ads consolidou o Magalu como um dos maiores canais de mídia baseada em intenção do país.
• Panvel, com forte presença regional e base fiel, tornou-se referência em retail media para categorias de saúde, bem-estar e beleza.
• Farmácias como Raia Drogasil e Droga Raia aceleram a integração de dados omnichannel, criando inventário de mídia híbrido entre loja física e digital.
• Marketplaces como Shopee e Amazon continuam expandindo seus inventários, mas com foco crescente em formatos de intenção e first-party data.
• Marcas descobriram que o retail media muitas vezes entrega CAC menor, conversão superior e margem mais alta do que mídia paga tradicional.
O resultado: retail media deixa de ser “trade digital” e passa a ser uma das três principais linhas de investimento em performance para categorias como beleza, bens de consumo, eletrônico e farma.
2026 será o ano em que a indústria aprende a operar retail media como um canal core de aquisição e retenção.
3- Revisão completa do stack enterprise de ecommerce
Depois de anos de hype em torno de composable commerce, o mercado entrou em fase de maturidade.
2026 marca o início da pergunta que realmente importa:
Essa arquitetura aumenta GMV, margem ou eficiência? Se não aumentar, não entra. As tendências claras:
• Composable modular, não full
A empresa mantém VTEX, Shopify Plus ou SAP Commerce como núcleo e compõe apenas onde existe vantagem real: Performance, personalização, busca inteligente.
• Front-ends de alta performance viram padrão
Especialmente Next.js, VTEX FastStore e Shopify Hydrogen.
A velocidade de carregamento virou indicador direto de conversão e de mídia, tirando espaço de pequenos fornecedores de soluções headless de CMS.
• Custo total (TCO) vira prioridade
Squads gigantes são substituídos por times enxutos e eficientes.
Integrações desnecessárias começam a desaparecer.
A arquitetura fica mais simples, mais rápida, mais barata.
O Conceito LAAS começa a fazer sentido. Laboratório como Serviço permite que empresas tenham governança enquanto escalam esquipes de desenvolvimento com empresas especialistas em software e segurança da informação.
Arquitetura guiada por ROI, o glamour acabou. Fica apenas o que paga a conta.
4- Agentic Commerce e UCP: A automação inteligente que muda o jogo em 2026
Se 2023 e 2024 foram os anos do hype de IA generativa, 2026 é o ano em que ela finalmente se torna operacional. Agentic Commerce emerge como o maior salto desde o mobile commerce. Em vez de apenas gerar texto ou previsão, agentes autônomos começam a:
• Otimizar páginas
• Ajustar preços
• Reescrever descrições com base em intenção
• Testar combinações de UX
• Reorganizar categorias
• Sugerir bundles e ofertas
• Disparar automações de mídia
• Analisar concorrentes em tempo real
Tudo isso sem depender de squads internos gigantes. Unificado a isso, o conceito de UCP (Unified Commerce Profile) ganha força e se torna a ponte entre dados, mídia e experiência. Com um perfil único por cliente, marcas finalmente conseguem:
• Unificar navegação, mídia, CRM e transação
• Eliminar silos entre ecommerce, loja física e ads
• Criar experiências personalizadas em qualquer ponto de contato
• Ativar dados próprios com precisão
• Reduzir CAC e aumentar LTV
A combinação de Agentic Commerce + UCP cria um novo patamar competitivo. Empresas poderão operar estruturas de digital muito mais leves, rápidas e eficientes.
Como o Grupo A&EIGHT está ajudando clientes nesta virada de 2026
“As empresas chegaram em 2026 com um recado claro: Acabou o excesso, começou a era da eficiência. O Grupo A&EIGHT está ajudando marcas a reconectar marketing, tecnologia e performance em uma estrutura que entrega resultado tangível, não apenas campanhas”.
Sobre a transformação do retail media no Brasil:
“Com o avanço de redes como Carrefour e Americanas, além do crescimento de plataformas como Coretava, o varejo brasileiro consolidou-se como o novo grande veículo de mídia. O desafio agora não é estar presente; é investir onde realmente aumenta margem e conversão”.
Sobre tecnologia e arquitetura:
“A agenda das empresas mudou. Arquitetura precisa ser simples, rápida e com ROI comprovado. Estamos ajudando CDOs e CTOs a reduzir TCO, acelerar entregas e adotar tecnologias que realmente fortalecem margem e crescimento”.
E sobre performance:
“2026 é o ano mais pragmático do digital brasileiro. A pressão por performance real é enorme. Estamos reestruturando stacks de mídia, ativando dados próprios e fortalecendo SEO+GEO como pilares estratégicos para reduzir CAC e ampliar previsibilidade”.
Conclusão
2026 inaugura a fase mais madura do marketing e da tecnologia no Brasil. As empresas que prosperarão não serão as que gastam mais, mas as que operam melhor.
Eficiência é a nova criatividade. ROI é a nova métrica de status. E tecnologia só importa se gerar margem.