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Foto: DragonImages/AdobeStock

Após aporte, startup aposta em formação de profissionais em tecnologia com foco em inclusão

Ana Paula Dahlke

Ana Paula Dahlke

Fundadora do Economia SC, 3 vezes TOP 10 Imprensa do Startup Awards e TOP 50 dos + Admirados da Imprensa em Economia, Negócios e Finanças.

Imagina começar um curso, ter uma chance de ser contratado, fazer carreira em uma das áreas que mais cresce no mundo e pagar pelo curso só depois que o salário for acima de R$ 3 mil? Uma startup de São Paulo resolveu apostar no modelo, dando prioridade para oportunidades. O empreendedor Luciano Naganawa, CEO da Labenu, deu uma entrevista exclusiva ao Economia SP sobre a metodologia e os planos para este ano. Confira abaixo:

Qual foi o start do negócio? Quais os principais motivos para apostar no segmento?

Luciano: Eu e o Artur Vilas Boas, os dois fundadores da Labenu, observamos as oportunidades no mercado de educação e tecnologia que poderiam ser resolvidas com o modelo da Labenu. Consideramos muito importante para o país a formação de pessoas especializadas nas áreas de tecnologia e acreditamos no potencial de transformação pela educação. Nosso objetivo é trazer inovações tecnológicas e pedagógicas para o nosso produto, conseguimos uma solução que se provou atrativa para as pessoas estudantes e com um imenso potencial de inclusão.

Qual a metodologia da Labenu? Há algo diferente das outras? 

Luciano: Nosso curso é focado em resolução de exercícios e projetos, principalmente. Tudo que os estudantes aprendem durante a aula teórica, treinam em exercícios e projetos, programando muito. Em 6 meses (ou 1 ano para curso noturno), os estudantes conseguem acumular mais de 1 mil horas de experiência, o que os coloca aptos para iniciar na área. Nosso diferencial é ensinar muito a parte de softskills e ter um foco muito grande no desenvolvimento pessoal de cada estudante, focando na individualidade e na diversidade. 

Quantos alunos já passaram pelo programa? Qual o público?

Luciano: Já estamos com mais de 900 estudantes, sendo que mais da metade já está formada. Em relação às mulheres, elas representam 20% no mercado de tecnologia, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados- Caged, sendo que na Labenu, temos mais de 35% de estudantes mulheres. Nosso objetivo é crescer bem mais o número. Em 2021, por exemplo, 57,1% de pessoas formadas na Labenu se autodeclaram Pretas, Pardas, Indígenas ou Amarelas. Temos estudantes em 25 estados do Brasil, no Distrito Federal e em mais 4 países, já que nosso ensino é remoto.

Recentemente receberam um aporte de R$ 3 milhões. Onde o valor será alocado?

Luciano: Queremos que o impacto da Labenu alcance ainda mais pessoas. Para isso, vamos investir em ferramentas da nossa plataforma e na criação de novos cursos. Esperamos poder transformar a vida de mais pessoas e ajudar a tornar o mercado de tecnologia cada vez mais inclusivo.

O que esperar da Labenu em 2022? 

Luciano: Estamos crescendo muito nosso time de instrutores, contemplando um aumento significativo de estudantes em 2022. Temos construído parcerias com empresas do mercado de tecnologia, que vão se tornar oportunidades de trabalho para nossos estudantes em 2022. Vamos lançar melhorias nos nossos serviços e investir em mais conteúdo de qualidade para todos que queiram aprender programação.

Quais as principais dificuldades do mercado de formação em tecnologia atualmente? O que a Labenu está solucionando?

Luciano: O mercado está com muita falta de profissionais e o pior, pessoas que se formam em faculdades longas, muitas vezes reclamam da falta de experiência prática. Estamos solucionando exatamente isso!

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