Pesquisar

Além do relatório: como a liderança regenerativa transforma o ESG em longevidade empresarial

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Em quase 17 anos à frente da Papel Semente, fui questionada inúmeras vezes sobre o “segredo” da longevidade de uma empresa de impacto. Em um mercado tão volátil quanto o brasileiro, sobreviver à primeira década já é um feito; prosperar nela, mantendo o propósito intacto, exige algo que vai além da gestão tradicional: exige uma liderança regenerativa.

Muitas empresas ainda enxergam o ESG (Environmental, Social and Governance) como um checklist de conformidade ou um relatório para investidores. Mas, para o líder de vanguarda, o ESG é a ferramenta prática para garantir que o negócio continue relevante — e lucrativo — daqui a 20 ou 30 anos. Enquanto a gestão comum foca em apenas mitigar danos, a liderança regenerativa foca em devolver valor ao ecossistema.

O ESG como bússola de governança

Para quem busca se posicionar na vanguarda do mercado, o ESG não deve ser um departamento isolado, mas o coração da estratégia. Na minha prática diária, aprendi que liderar de forma regenerativa passa por três pilares fundamentais:

  1. Visão de Longo Prazo (o “G” de Governança): Decisões que visam apenas o próximo trimestre são, muitas vezes, as que sabotam o próximo decênio. A governança regenerativa planeja a perpetuidade. O papel que vira flor só faz sentido porque acreditamos — e investimos — no amanhã.
  2. Cultura de Empatia (o “S” de Social): Um negócio só gera impacto positivo se as pessoas dentro dele também florescerem. A liderança regenerativa valoriza o capital humano como fonte de inovação, não apenas como recurso. É impossível sustentar uma empresa “verde” com uma cultura organizacional tóxica.
  3. Inovação com Significado (o “E” de Ambiental): Não se trata apenas de reduzir a emissão de carbono, mas de redesenhar o impacto ambiental da operação. Como sua empresa pode deixar o solo, a comunidade e o mercado melhores do que quando ela os encontrou?

O chamado para a ação

Sempre digo em minhas mentorias e palestras: o mercado não tem mais espaço para líderes “neutros”. Hoje, ou você faz parte da solução, ou o seu modelo de negócio está em contagem regressiva para a obsolescência. A boa notícia é que a regeneração gera um ativo que o marketing nenhum consegue comprar: a confiança extrema do consumidor e do investidor.

Para o líder que deseja protagonizar a nova economia, o desafio é sair da defensiva e abraçar a transformação. Afinal, negócios que se propõem a regenerar o mundo são, invariavelmente, os que o mundo não deixa fechar.

Sua estratégia de ESG está focada apenas em cumprir tabelas ou ela já começou a regenerar o futuro do seu negócio?

Convite especial: vamos falar sobre práticas de ESG e governança?

No dia 03 de março, estarei em São Paulo para o lançamento do livro do qual sou coordenadora e coautora. A obra reúne cases reais e as melhores práticas de Governança e ESG, servindo como um guia prático para líderes que buscam impacto real. Será um prazer encontrar os leitores desta coluna por lá para trocarmos experiências!

Mulheres na Governança Corporativa: Boas Práticas em ESG – Edição Poder de uma Mentoria – Volume I

 Data: 3 de março de 2026 

Horário: 19h 

Local: Livraria Líder – Avenida Pompeia, 691, Pompeia, São Paulo

Conecte-se comigo para mentorias e palestras: LinkedIn

Compartilhe

Fundadora e CEO da Papel Semente, palestrante e mentora de lideranças que buscam transformar impacto em estratégia de negócio.

Leia também