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E depois do Vale do Silício?

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Foto: divulgação
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Ir ao Vale do Silício é, sem dúvida, uma experiência transformadora. O ambiente, as pessoas, a mentalidade, a velocidade… tudo gera impacto. Mas existe uma pergunta que precisa ser feita — e, mais importante, respondida:

E agora?

Porque a verdade é simples: não adianta viver aquele ambiente, absorver todos os aprendizados e voltar para o Brasil para fazer exatamente as mesmas coisas de antes.

O maior erro de quem passa pelo Vale não é não entender o que viu.
É não aplicar.

Durante minha imersão, ficou claro que o diferencial daquele ecossistema não está apenas na tecnologia, mas na forma como as pessoas pensam, decidem e executam. Ambição, melhoria contínua, questionamento do status quo e velocidade não são conceitos — são práticas do dia a dia.

E isso exige uma postura ativa de quem vivencia esse tipo de experiência.

Ao retornar ao Brasil, tomei uma decisão clara: não deixar esse aprendizado ficar apenas como referência, mas transformar em movimento.

Comecei dentro de casa.

No time da STECH, já iniciamos uma série de treinamentos e conversas com o objetivo de incorporar essa mentalidade na forma como operamos. Mais do que falar sobre tecnologia, passamos a discutir velocidade de execução, clareza de decisão, melhoria contínua e como questionar processos que já não fazem mais sentido.

Mas não ficou restrito ao ambiente interno.

Tenho levado essas reflexões para palestras em escolas técnicas, universidades e espaços onde existe abertura para discutir tecnologia, negócios e o impacto da Inteligência Artificial na prática. Lugares onde, muitas vezes, o acesso a esse tipo de visão ainda é limitado — mas a vontade de aprender é alta.

O objetivo é simples: compartilhar uma forma diferente de pensar.

Falar sobre tecnologia sem tratar apenas de ferramenta.

Falar sobre negócios sem ignorar dados e execução.

Falar sobre Inteligência Artificial sem vender promessa vazia.

E, principalmente, mostrar que o que vi no Vale do Silício não é algo distante — é algo que pode ser adaptado à nossa realidade.

Não se trata de copiar modelos. Se trata de aplicar princípios.

Cada conversa, cada treinamento, cada palestra é uma forma de semear essa cultura de mudança. Porque transformação não acontece de forma centralizada — ela se espalha a partir das pessoas que decidem agir.

E esse é, talvez, o maior aprendizado de toda essa experiência:

Ambiente impacta. Mas execução transforma.

O Vale do Silício não muda empresas no Brasil.

O que muda é o que fazemos depois de voltar de lá.

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Co-fundador e head de dados na Stech Soluções Tecnológicas.

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