A corrida global por projetos de inteligência artificial e transformação digital tem impulsionado empresas brasileiras a ampliarem presença internacional. Nesse cenário, a Kumulus anunciou um reposicionamento estratégico para atuar como multinacional, após investir US$ 3 milhões em uma nova operação nos Estados Unidos.
O movimento marca uma reestruturação da companhia, que passa a operar de forma integrada entre Brasil, América do Norte e Europa, mirando a crescente demanda global por soluções em dados, IA e transformação digital. A expectativa da empresa é atingir faturamento de R$ 70 milhões até 2028.
A expansão acontece em meio ao crescimento acelerado da área de inteligência artificial da companhia. Apenas em 2025, a empresa ampliou sua base de projetos de IA de 65 para 95 cases ativos.
“Nosso movimento não é apenas geográfico. Estamos evoluindo de uma empresa focada em projetos de dados e IA para um parceiro de transformação digital, capaz de atuar desde a estratégia até a execução”, afirma Thiago Iacopini, CEO da Kumulus.
Irlanda vira hub europeu da operação
A nova fase da empresa também inclui a consolidação da Irlanda como hub europeu da operação. O país vem se consolidando como base estratégica para empresas de tecnologia que buscam acesso ao mercado europeu, impulsionado pela presença de multinacionais, ambiente regulatório favorável e proximidade com grandes centros de decisão.
Atualmente, a empresa possui clientes em cerca de dez países e mantém aproximadamente 40 contratos internacionais ativos.
Apesar da expansão global, o Brasil ainda concentra a maior parte da operação, respondendo por 70% da base de clientes. Os Estados Unidos representam 21%, enquanto a região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) soma 9%.
O crescimento internacional tem sido impulsionado principalmente pelo ecossistema da Microsoft, parceira estratégica da companhia.
Segundo a empresa, a validação técnica de projetos já entregues tem facilitado a expansão em mercados onde reputação e histórico operacional têm peso decisivo na conquista de novos contratos.
“Ocupamos um espaço que poucas empresas conseguem: combinamos a velocidade de execução de uma empresa menor com a estrutura e os processos de grandes integradores globais”, afirma.
Mercado americano é prioridade estratégica
No Estados Unidos, a companhia busca acelerar construção de marca e presença comercial local. O mercado norte-americano, considerado pela Kumulus como principal vetor de crescimento nos próximos anos, exige ciclos de vendas mais longos e relacionamento mais próximo com clientes.
Para liderar essa expansão, a empresa anunciou Tony Fischer como diretor internacional de vendas. O executivo possui experiência em desenvolvimento de negócios, cloud computing e transformação digital, com atuação em áreas como Data & Analytics, inteligência artificial e modernização de aplicações.
Com mais de 600 projetos entregues em diferentes setores, a empresa aposta em um posicionamento intermediário entre consultorias globais e fornecedores altamente especializados, um modelo que vem ganhando espaço à medida que grandes empresas buscam reduzir o número de fornecedores e concentrar projetos em parceiros capazes de conduzir jornadas completas de transformação digital.