A digitalização da indústria brasileira segue atraindo investimentos, especialmente em startups que unem inteligência artificial, automação e eficiência operacional.
Nesse cenário, a deep tech mineira Aimirim anunciou a captação de R$ 10 milhões em uma rodada coliderada pela SP Ventures e pela Indicator Capital.
Sediada em Uberlândia (MG), a startup desenvolve tecnologias voltadas à automação industrial e ao controle preditivo de operações em setores como agronegócio, mineração e celulose.
O diferencial da empresa está na combinação entre hardware e software proprietários para integrar inteligência em tempo real diretamente no chão de fábrica, sem necessidade de substituição de equipamentos já existentes.
“Nosso diferencial é a interoperabilidade. A tecnologia se integra facilmente aos sistemas industriais já existentes, permitindo inteligência em tempo real onde a produção acontece”, afirma Renato Pacheco Silva, CEO da Aimirim.
Segundo o executivo, a proposta vai além do monitoramento tradicional realizado por dashboards:
“Enquanto muitos players oferecem apenas visibilidade dos dados, nós entregamos controle preditivo e automação operacional”.
Tecnologia mira eficiência e redução de desperdícios
A solução desenvolvida pela startup, chamada Tupana, atua com edge computing, modelo em que o processamento ocorre próximo da operação industrial, permitindo respostas mais rápidas e maior autonomia dos sistemas.
A tecnologia já vem sendo utilizada por grandes operações industriais e, segundo a empresa, ajudou clientes a reduzir custos operacionais em dezenas de milhões de reais por ano. Nos últimos 12 meses, a Aimirim afirma ter triplicado o faturamento de forma orgânica.
Além do mercado brasileiro, a startup também iniciou expansão internacional, com projetos em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia, impulsionados pela demanda crescente por eficiência energética e redução de emissões industriais.
Expansão internacional está entre prioridades
Com o novo aporte, a empresa pretende acelerar a internacionalização da operação, fortalecer governança e ampliar presença em mercados ligados à indústria 4.0.
Segundo a companhia, o investimento também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente nas áreas de indústria, inovação, infraestrutura e consumo responsável, ao reduzir desperdícios operacionais e consumo de energia.