Por meio de tecnologia, a Connecting Food já redistribuiu mais de 21 mil toneladas de alimentos, beneficiando 2 milhões de pessoas, evitou a emissão de 50 mil toneladas de CO₂, contribuiu para 39 milhões de refeições e apoiou mais de 700 organizações sociais.
Em uma década, a empresa evoluiu de uma operação baseada em planilhas de Excel para uma plataforma tecnológica capaz de redistribuir alimentos em escala, unindo eficiência operacional e impacto social.
No início, o processo era majoritariamente manual, com gestão de doações, comunicação com parceiros e articulação com organizações sociais feitas de forma descentralizada. Com o crescimento da operação, a complexidade aumentou e tornou clara a necessidade de evolução.
Nesse cenário, a tecnologia e a inteligência artificial passaram a atuar como aliadas estratégicas, tornando o processo mais simples, seguro e eficiente, além de ampliar a capacidade de conexão entre empresas doadoras, organizações sociais e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Nos últimos anos, a inteligência artificial acelerou ainda mais esse processo, trazendo ganhos relevantes de eficiência e escala.
“A gente teve um salto gigante. Conseguimos fazer desenvolvimentos cada vez mais rápidos e eficientes, melhorar gestão, acessibilidade e acompanhamento. A tecnologia sempre esteve com a gente, mas agora estamos em outro patamar”, afirma Alcione Pereira, fundadora da Connecting Food.
Por meio da plataforma, alimentos próprios para consumo, mas que perderam valor comercial, seja por estética, proximidade da validade ou excesso de estoque, são rapidamente identificados e redirecionados para OSCs que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade.
Mais do que digitalizar processos, a evolução tecnológica trouxe inteligência para a operação. O uso de dados permite antecipar demandas, reduzir perdas e tornar a redistribuição mais eficiente, um avanço que beneficia todos os elos da cadeia.
Para as empresas, representa redução de custos e ganho em indicadores ESG. Para as organizações sociais, maior previsibilidade. Para a população atendida, acesso mais consistente a alimentos de qualidade.
Atualmente, a Connecting Food está presente em 325 cidades, distribuídas por 26 estados e pelo Distrito Federal, consolidando uma rede nacional de redistribuição de alimentos.
A empresa realiza diagnósticos territoriais em estados brasileiros para mapear gargalos, oportunidades e a disponibilidade de excedentes ao longo da cadeia alimentar, conectando evidências a recomendações de ação e governança.
Entre os parceiros da foodtech estão empresas como GPA, Assaí Atacadista, Proença Supermercados e Bauducco, que integram a rede de combate ao desperdício e insegurança alimentar estruturada pela companhia.
“Em um país no qual milhões de pessoas ainda enfrentam insegurança alimentar, soluções que combinam escala, tecnologia e impacto deixam de ser alternativas e passam a ser parte essencial da resposta ao problema. Reduzir o desperdício e ampliar o acesso a alimentos não é apenas possível, é urgente. E a tecnologia é o caminho para tornar isso viável em larga escala”, finaliza a executiva.