Economia SP - Hexagon capta R$ 10 milhões e avança no mercado de otimização para IA

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Hexagon capta R$ 10 milhões e avança no mercado de otimização para IA

Foto: divulgação
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A Hexagon, startup fundada pelo brasileiro Ramon Silva, formado pela Universidade de Stanford, no Vale do Silício, acaba de receber um aporte de R$ 10 milhões da Pear VC, fundo de venture capital conhecido por investir em empresas como DoorDash, Cognition, Gusto e Vanta.

O investimento marca um novo capítulo para a companhia, que desenvolve tecnologia voltada ao posicionamento de marcas em respostas geradas por inteligências artificiais, como ChatGPT, Gemini e Claude.

No Brasil, a startup já atende empresas como Loft, Getnet, Buser, BTG Pactual e Tako, e atua em uma frente emergente do marketing digital conhecida como GEO (Generative Engine Optimization), conceito que vem ganhando relevância à medida que consumidores passam a utilizar plataformas de IA como fonte de informação, descoberta e tomada de decisão.

Na prática, o GEO funciona como uma evolução do SEO tradicional. Em vez de otimizar conteúdos para mecanismos de busca, a estratégia busca fazer com que marcas sejam corretamente compreendidas, referenciadas e priorizadas pelas inteligências artificiais generativas.

O aporte foi destinado ao desenvolvimento da tecnologia e à estruturação da operação da empresa, que optou por crescer com uma equipe enxuta e altamente especializada.

“Optamos por investir primeiro em tecnologia e infraestrutura antes de escalar equipe. Nosso foco foi construir uma solução robusta que resolva um problema que está surgindo agora e é fruto de uma tecnologia que já está no dia a dia das pessoas e das empresas”, afirma.

Ele já possui histórico no ecossistema de inovação brasileiro. Em 2018, fundou a Avocado, startup especializada em entregas ultrarrápidas que posteriormente foi adquirida pela Rappi e passou a operar como Rappi Turbo.

Além do GEO, a Hexagon acompanha de perto o desenvolvimento do Agentic Commerce Protocol (ACP), tecnologia que permitirá a realização de compras diretamente dentro de interfaces de inteligência artificial, sem a necessidade de redirecionamento para sites ou aplicativos externos.

“Estamos vivendo a maior mudança na lógica de descoberta da internet desde o Google. As decisões estão migrando para interfaces de IA, e as marcas que não forem compreendidas por esses modelos simplesmente deixam de existir nesse novo ambiente. Nosso foco foi construir infraestrutura para esse novo canal antes que ele se torne óbvio para todo o mercado”, destaca.

Uma nova camada do marketing digital

A aposta acompanha uma transformação no comportamento dos consumidores. Se antes a jornada de descoberta passava prioritariamente pelos mecanismos de busca, hoje plataformas de inteligência artificial começam a assumir o papel de intermediadoras de informação e recomendação.

Nesse cenário, surge uma nova demanda: monitorar, estruturar e otimizar a forma como empresas são interpretadas pelos modelos generativos.

A estratégia da startup prevê ampliar a base de clientes no Brasil e nos Estados Unidos, aprofundar o desenvolvimento da tecnologia e contribuir para a educação do mercado sobre os impactos da inteligência artificial na construção de reputação e visibilidade das marcas.

À medida que as interfaces conversacionais ganham espaço no cotidiano das pessoas, empresas que conseguirem se adaptar mais rapidamente a essa nova lógica poderão conquistar vantagens competitivas importantes em um ambiente digital cada vez mais orientado por IA.

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Fundadora do Economia SC/SP, board member do Economia PR, 4 vezes TOP 10 Imprensa do Startup Awards e TOP 100 dos + Admirados da Imprensa no Brasil em 2025.

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