Eu venho de uma geração que aprendeu um manual corporativo sobre ser perfeita! Aprendi que para transmitir credibilidade era preciso vestir uma armadura intransponível, falar em um tom de voz polido até anular a própria individualidade e esconder qualquer sinal de tropeço por trás de um discurso institucional. Isso tudo era engessado e distante de nós mesmas.
Talvez isso tenha sido a cartilha acertada nas décadas passadas, mas cada vez mais a humanidade e a naturalidade são donas do engajamento e da conexão. Clientes, parceiros e pares estão exaustos de robôs corporativos e de marcas que parecem saídas de banco de imagens. Vemos isso quando algo é criado por IA e fica “perfeita demais” que se distancia da realidade. E assim, podemos acreditar que a moeda de troca nos negócios não é mais a rigidez da fachada impecável, mas a coragem de ser real.
O fim da linha para o excesso de discurso institucional e a comunicação artificial
Se você abrir o LinkedIn ou os canais de comunicação de grande parte das empresas e vai encontrar um mar de mesmice: textos frios, termos vazios, excesso de jargões técnicos em uma linguagem que parece redigida por comitês com medo de errar.
Essa comunicação artificial cria um muro invisível entre quem vende e quem compra. Quando uma empresa (ou o profissional que a representa) fala apenas a partir de slogans corporativos, ela deixa de gerar empatia. As pessoas não se relacionam com logotipos nem com discursos blindados; elas se conectam com quem está disposto a conversar de igual para igual, sem filtros desnecessários.
O ponto de virada: quando o crachá cede espaço à identidade
Minha própria trajetória é um reflexo dessa mudança de chave. Vivi por muito tempo sob o peso de uma postura excessivamente corporativa. Eu era inconsistente, tentava ser polida demais como o ambiente exigia, mas era espontânea demais para conseguir me encaixar sem doer. Era aquela em que cada palavra, gesto e escolha de vestimenta pareciam calculados para caber em um padrão rígido do que significava “ser profissional”.
Meu ponto de virada começou a se desenhar nos bastidores e eventos do ecossistema do Economia SC e do Economia SP, onde a dinâmica do mercado revelou algo libertador: encontrei um ambiente que já flui sem a necessidade de um dress code limitante e de formalidades vazias.
Estar na linha de frente do comercial me deu a clareza de que eu poderia ser eu mesma, no mais clichê que isso signifique. Quando decidi deixar as travas do corporativo tradicional na gaveta e ser simplesmente eu mesma, aconteceu o oposto do que o medo previa: as barreiras caíram. Ao me desprender dos velhos moldes para estar genuinamente presente nas relações comerciais, passei a me conectar cada vez mais com as pessoas de forma muito mais profunda, fluida e verdadeira do que antes.
Vulnerabilidade estratégica e autenticidade como diferencial competitivo
Ser autêntico no ambiente corporativo não significa falta de preparo ou de profissionalismo; pelo contrário. Trata-se de adotar a vulnerabilidade estratégica.
Podemos assumir os bastidores reais
Eu sempre gostei dos bastidores, mas não aplicava como estratégia de conexão. Compartilhar os desafios reais de uma operação, os aprendizados que vieram de um erro ou a complexidade de um negócio gera um nível de confiança que nenhuma propaganda consegue comprar. Por aqui, eu estou aprendendo sobre ser uma liderança comercial, colocando em prática, claro, muito do que os últimos 15 anos em Marketing me forneceram de habilidades e conhecimentos, mas desenvolvendo novas skills a cada prospecção, reunião e cliente atendido.
A autoridade da verdade!
Sabemos que o mercado confia em quem tem repertório, mas esquecemos que ele respeita quem tem humanidade para admitir que o caminho é construído passo a passo. Por incrível que pareça, aprendi que a autenticidade desarma conflitos e acelera parcerias.
Marcas humanas: o futuro pertence a quem se conecta de verdade
No fim do dia, voltamos para o clichê: negócios são feitos entre pessoas. E é por isso que queremos estar perto de marcas que conseguem humanizar sua voz, permitindo que seus líderes e equipes apareçam como protagonistas reais, com suas personalidades, histórias e pontos de vista. Unindo profissional e pessoal, business e lifestyle. Não à toa, estão em alta os vlogs de empresários. Acompanhar o dia a dia deles se tornou referência para quem busca o sucesso. E isso diz muito sobre a humanização das marcas. Vide CIMED e seus vídeos que exploram desde conversas banais até estratégias de comunicação e produto em vídeos que terminam abruptamente.
Quando abrimos mão da busca exaustiva pela perfeição, abrimos espaço para a construção de conexões comerciais duradouras. Afinal, não queremos mais quem nunca erra, queremos caminhar com quem sabe ouvir, se posicionar com verdade e estar presente por inteiro. Ou seja, queremos o que é real.
Se você também acredita que o futuro dos negócios é construído a partir de conexões humanas e transparentes, convido a acompanhar o movimento que estamos criando nos portais Economia SC e Economia SP. É aqui que transformamos essa conversa em realidade, dando voz a líderes e marcas que, assim como você, trocaram a perfeição pela verdade.