Economia SP - Atlas Governance projeta faturar R$ 55 milhões e expande atuação para os EUA

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Atlas Governance projeta faturar R$ 55 milhões e expande atuação para os EUA

Uma plataforma de governança corporativa com inteligência artificial projeta faturar R$ 55 milhões em 2026 — crescimento superior a 30% em relação ao ano anterior. A Atlas Governance, workspace que digitaliza processos de conselhos de administração e comitês, também anunciou a entrada no mercado norte-americano e planeja e atingir 50% de crescimento nos períodos seguintes.

A empresa já atende clientes em 16 países, lidera o mercado brasileiro e detém 70% de share na América Latina. Entre os clientes estão 14 das 20 maiores companhias do Brasil e mais de 40% das empresas listadas na B3.

Modelo PLG e metas globais para 2026

Para sustentar o crescimento, o workspace aposta em um novo canal de vendas chamado Self Serve, que permite a qualquer pessoa criar uma conta, fazer o onboard digital e pagar com cartão de crédito. O modelo segue a lógica PLG (Product Led Growth), inédita no segmento segundo Eduardo Carone, CEO e fundador da empresa.

“A Atlas é a primeira governance tech no mundo a utilizar o modelo PLG, o que democratiza o acesso à digitalização da governança e acelera a adoção”, afirma.

Até o final de 2026, a empresa projeta alcançar 20 países e 40 mil usuários. Além do Brasil, já opera na Colômbia, Uruguai e México, com escritórios no Brasil e Uruguai.

R$ 30 milhões investidos em produto e expansão internacional

A plataforma destinou R$ 15 milhões ao desenvolvimento do novo board portal — com foco em inteligência artificial — e outros R$ 15 milhões à expansão internacional. A estrutura regional permite atendimento local e adaptação às exigências de cada mercado.

Certificações para operar nos Estados Unidos

Para estrear nos Estados Unidos, a empresa está em processo de obtenção das certificações SOC Tipo 1 e SOC Tipo 2, padrões avançados de segurança e conformidade para plataformas corporativas americanas. A Atlas Governance já possui as certificações ISO 27001, 27701, 27017, 27018 e 22301, além de conformidade com a LGPD e o GDPR.

“O mercado norte-americano tem exigências de segurança e conformidade entre as mais rigorosas do mundo. Nossas certificações em segurança da informação, privacidade de dados e continuidade de negócio são fundamentais para operar nesse nível”, afirma o CEO.

IA como copiloto nos conselhos

O workspace oferece um conjunto de ferramentas de IA voltadas à rotina de conselhos: o Notetaker, que transcreve reuniões online e presenciais; o Insights, agente que apoia a preparação de reuniões e o cruzamento do histórico de governança; o Compare, que identifica mudanças entre versões de documentos; e o Meeting Cast, que transforma materiais da reunião em podcast.

Em breve, a empresa lança o AI Córtex — camada de contexto inteligente que centraliza informações estratégicas para elevar a precisão das respostas de IA — e o Agenda Wizard, funcionalidade voltada ao planejamento anual do conselho.

Para Eduardo, a tecnologia é desenhada para apoiar profissionais de governança e melhorar a qualidade das decisões dos conselheiros — sem substituir a responsabilidade humana:

“A IA no conselho é copiloto, não piloto automático. As decisões corporativas envolvem a responsabilidade pessoal e jurídica dos conselheiros e executivos. Não se transfere decisões para a tecnologia. A IA acelera a preparação, organiza informações, traz mais contexto e gera insights, mas quem decide é o ser humano.”

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