A combinação entre tecnologia, leitura e inteligência artificial começa a ganhar escala também na educação básica.
Com cerca de 11 mil escolas atendidas e mais de 4 milhões de estudantes impactados, a Árvore amplia sua atuação no Brasil e acelera a expansão internacional, com uma operação própria nos Estados Unidos que já reúne mais de 150 escolas parceiras e 30 mil alunos.
A nova fase ocorre após a fusão com a SuperAutor, anunciada em dezembro do ano passado. A operação permitiu integrar soluções de leitura, escrita e avaliação em uma mesma jornada de aprendizagem.
Investida pela Potencia Ventures, a edtech tem como próxima meta alcançar mais de 10 milhões de estudantes e construir uma operação em escala entre Brasil e Estados Unidos.
Fusões e aquisições ampliaram atuação
Fundada em 2014 com foco na democratização do acesso aos livros, a Árvore expandiu sua atuação ao longo dos anos por meio do desenvolvimento de novas soluções e de uma estratégia de aquisições. Empresas como Guten, Typper e A Taba foram incorporadas ao negócio antes da fusão com a SuperAutor.
O movimento ampliou a proposta original da edtech, que deixou de atuar apenas no acesso à leitura para construir uma plataforma que conecta diagnóstico, curadoria de conteúdo, desenvolvimento da escrita, avaliações e dados de aprendizagem.
“O nosso grande diferencial é tratar leitura e escrita como uma única jornada de aprendizagem. Em vez de oferecer soluções isoladas, conectamos diagnóstico, curadoria, prática pedagógica e evidências de aprendizagem em uma plataforma integrada”, afirma João Leal, cofundador e CEO da Árvore.
Segundo o executivo, a integração permite que professores utilizem os dados gerados pelos estudantes para personalizar decisões pedagógicas.
O crescimento da empresa também foi apoiado pela Potencia Ventures, grupo de investimentos voltado para negócios de impacto social e que acompanha a edtech desde 2021.
“Nos últimos anos, a empresa se mostrou capaz de desenvolver uma jornada integrada para milhões de estudantes, com um produto novo de escrita, o Otto, e com a fusão com a SuperAutor, que transforma estudantes em autores de seus próprios livros”, afirma Itali Collini, liderança da Potencia Ventures no Brasil.
Inteligência artificial entra na rotina de professores e alunos
A inteligência artificial é outra frente da estratégia da Árvore. A tecnologia é utilizada para recomendar livros de acordo com o nível de fluência leitora dos estudantes e auxiliar na curadoria dos acervos oferecidos às escolas.
Na escrita, recursos de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) permitem digitalizar textos manuscritos e apoiar sua correção, reduzindo atividades operacionais dos professores.
A plataforma também oferece o ReadAloud, ferramenta de leitura narrada em português e inglês, além da Flora, assistente pedagógica baseada em inteligência artificial que transforma dados de aprendizagem em recomendações para os educadores.
A proposta é utilizar a tecnologia não apenas na interação direta com os estudantes, mas também na interpretação dos dados produzidos durante o processo de aprendizagem.
Estados Unidos entram na estratégia de crescimento
A internacionalização representa agora uma das principais frentes de expansão. Com operação própria nos Estados Unidos, a Árvore já possui mais de 150 escolas parceiras e cerca de 30 mil estudantes impactados no mercado americano.
A presença no país cria uma segunda frente de crescimento para uma operação que já alcança milhões de alunos no Brasil e ocorre em um momento de maior utilização de inteligência artificial e dados na educação.
“Queremos ampliar nosso impacto, alcançando mais de 10 milhões de estudantes e construindo uma operação de escala entre Brasil e Estados Unidos”, afirma João Leal.
Depois de crescer por meio de aquisições, ampliar o portfólio e integrar leitura e escrita, o próximo desafio da Árvore passa a ser transformar a escala conquistada no Brasil em uma operação internacional.