Com a inteligência artificial generativa mudando a forma como consumidores buscam informações, a First Answer, startup especializada em AI Visibility e GEO (Generative Engine Optimization), captou R$ 650 mil em rodada pré-seed. O aporte reúne investidores-anjo e fundos como a Bossanova, via programa Inova Startups do Sebrae SC.
O movimento acompanha uma mudança de comportamento. Segundo pesquisa da Gartner, 51% dos consumidores afirmam ter mudado seus hábitos de pesquisa por causa da IA generativa. Entre eles, 71% passaram a formular as consultas de outra maneira, com termos mais específicos.
A empresa monitora e otimiza a forma como marcas aparecem nas respostas de ferramentas como ChatGPT, Gemini, Perplexity e outros modelos de linguagem.
Crescimento de 86% e clientes em cinco países
Fundada em junho de 2025, a startup registra crescimento de aproximadamente 86% desde abril de 2026. A empresa já atende clientes no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Argentina.
A carteira inclui ClickBus, Afya, Ferrero, Avenue, Piperun Infleet, Legalcloud e Jurídico AI. Nos últimos meses, a operação também ampliou o time e consolidou cases sobre a presença de marcas em respostas de IA.
Um deles é o da Afya, que registrou aumento de 220,4% na visibilidade da marca em respostas geradas por inteligência artificial. Com o resultado, a companhia passou a ocupar a segunda posição entre as marcas mais citadas por IAs generativas no grupo de concorrentes analisado no segmento de educação médica.
A First Answer ainda participou de eventos como o Startup Summit e o Black Friday Talks, realizado pelo Grupo Stefanini.
Investidores ampliam aportes
Segundo Johanna Goulart, CEO e fundadora da startup, o aumento da rodada acompanha a evolução do negócio e partiu de investidores que já estavam na empresa.
“Tivemos um crescimento acelerado nos últimos meses e os investidores que já acompanhavam a empresa decidiram ampliar seus aportes, o que nos permite acelerar iniciativas que já estavam no planejamento”, afirma.
Para a executiva, as marcas precisam olhar além dos buscadores tradicionais. “Não basta apenas ser encontrado nos mecanismos tradicionais de busca, é preciso entender como são apresentadas, citadas e recomendadas pelas inteligências artificiais”, diz.
Recursos vão para marketing, tecnologia e estudos sobre IA
O capital será aplicado em marketing e aquisição de clientes, em um mercado no qual empresas começam a buscar formas de entender e melhorar sua presença nas recomendações de sistemas de IA.
Parte dos recursos também irá para novas funcionalidades da plataforma e para estudos sobre os critérios que as IAs usam para recomendar e apresentar marcas aos usuários. Johanna resume a próxima fase da empresa:
“Estamos entrando em uma nova etapa de crescimento, na qual o foco é ampliar nossa presença internacional, acelerar o desenvolvimento da tecnologia e entender cada vez melhor como as inteligências artificiais recomendam marcas. Queremos transformar esse conhecimento em soluções que ajudem as empresas a conquistar relevância e visibilidade nesse novo ambiente.”