A Barte, fintech que atua em infraestrutura de pagamentos, adquirência e corporate banking para médias e grandes empresas, encerrou seu quarto ano de vida com crescimento e geração de caixa.
A empresa fechou o ano com receita acima de R$ 250 milhões e volume transacionado (TPV) próximo de R$ 10 bilhões.
O período terminou com caixa operacional positivo, em contraste com boa parte do setor de pagamentos, marcado por margens apertadas e queima de capital.
A empresa optou por não competir por preço na adquirência. A estratégia foi investir em infraestrutura própria, inteligência artificial e serviços financeiros integrados.
Atualmente, 15% da receita vem de serviços tecnológicos, incluindo aplicações de IA. O impacto indireto dessas soluções responde por cerca de 50% do faturamento. Com esse modelo, a companhia planeja investir R$ 100 milhões em inteligência artificial até 2027.
“Nós nadamos contra a corrente: não entramos na disputa tradicional de adquirência por frações de taxas. Entregamos uma camada de tecnologia e inteligência que justifica uma precificação superior, gerando impacto na linha final de lucro do cliente. Para os CFOs e tesourarias que nos contratam, o custo marginalmente maior é compensado pelo ganho de eficiência e pela proteção da margem final. Esses investimentos refletem no nosso crescimento, apesar das dimensões que já temos”, defende Raphael Dyxklay, presidente da Barte.
Um dos produtos destaque é o módulo de recuperação de vendas. Algoritmos identificam transações não concluídas e acionam consumidores por assistentes de voz, recuperando aproximadamente 30% das receitas perdidas.
Outro ponto foi a expansão da vertical de Corporate Banking. A empresa passou a atuar como infraestrutura bancária de seus clientes, entre eles Buser, Housi e Magazord. Hoje, quase 100% dos novos contratos incluem pagamentos, gestão de caixa e crédito.
A plataforma permite que recursos transitem rendendo 100% do CDI, mesmo por períodos curtos, além de oferecer crédito e ferramentas de conciliação, pagamento de contas e divisão de recebíveis. A antecipação de recebíveis deixou de ser automática e passou a considerar a necessidade de capital de giro de cada empresa.
Segundo a companhia, 90% dos clientes antecipavam a totalidade das vendas antes de migrar para o modelo atual. Em eficiência, a fintech dobrou o número de funcionários no último ano e opera com receita anual por colaborador na casa dos milhões de reais.
No planejamento, a corporação estuda o uso de stablecoins como parte da infraestrutura de pagamentos, à luz do novo marco regulatório do Banco Central para ativos virtuais, que entra em vigor em fevereiro.
Para 2026, a empresa seguirá focada no Corporate Banking, atendendo companhias que buscam internalizar sua infraestrutura financeira.