Pesquisar

7 mulheres que estão redefinindo o roteiro da comunicação no Brasil

Foto: Leo Franco/divulgação/Luciano Alves.
Foto: Leo Franco/divulgação/Luciano Alves.

Mais do que símbolos ou slogans, as decisões estratégicas que moldam marcas, campanhas e tendências estão cada vez mais nas mãos de mulheres que ocupam posições de liderança em marketing, publicidade, PR, branding e criatividade.

Em um setor tradicionalmente dominado por homens, elas não apenas conquistaram espaço, mas também transformaram a forma como ideias se tornam impacto real.

A liderança feminina nesse cenário vai além da representatividade: envolve visão estratégica, inovação e influência concreta.

Comandando a narrativa, essas profissionais lidam não só com criação, mas também com orçamento, decisões estratégicas e responsabilidade sobre resultados que movimentam marcas, mercados e a própria indústria.

Conheça sete mulheres que estão redefinindo os rumos da comunicação, marketing, publicidade, PR, branding e criatividade no Brasil.

1. Fernanda Fontes, CCO da GINGA

Fernanda Fontes é a Chief Creative Officer (CCO) da Agência GINGA e referência em criatividade estratégica no Brasil.

Jornalista de formação, iniciou sua carreira como editora de conteúdo no Portal iG e na Editora Abril, migrando depois para publicidade e marketing, com experiência em planejamento, criação de conteúdo e gestão de projetos digitais.

Com mais de 15 anos de trajetória, Fernanda liderou equipes em grandes agências como F/Nazca Saatchi & Saatchi e F.biz, desenvolvendo campanhas para marcas como Skol, Jeep, PepsiCo, Unilever, Grupo Boticário e Burger King.

“Criatividade nunca foi só sobre ter ideias brilhantes. É sobre entender o contexto, transformar insights em soluções estratégicas e construir histórias que conectem marcas e pessoas de maneira verdadeira. Liderar é potencializar talentos, dar liberdade para inovar e garantir que cada projeto faça sentido, não só para o público, mas para o mercado como um todo”.

Hoje, à frente da GINGA, Fernanda continua redefinindo o papel da liderança feminina na comunicação, impulsionando projetos que combinam criatividade, propósito e impacto.

2. Luara Canobre, diretora de operações na Timelens

Luara Canobre é diretora de operações na Timelens, empresa de tecnologia e inteligência de dados especializada.

Relações Públicas de formação, construiu sua trajetória na interseção entre estratégia, dados e negócios, liderando times de alta performance e estruturando operações orientadas por indicadores claros de resultado.

Com 14 anos de experiência em Marketing e Comunicação, atua na consolidação da Timelens como referência em inteligência aplicada à pesquisas digitais e ao marketing de influência.

À frente da operação, lidera a construção de metodologias proprietárias que transformam dados de audiência, social listening e comportamento de consumo em direcionamento estratégico para marcas e creators.

Antes disso, liderou a operação de atendimento comercial da CazéTV, conduzindo a gestão estratégica de grandes contas como Itaú, Coca-Cola, Heineken, Ambev, Amazon e iFood.

“O mercado de marketing e comunicação é majoritariamente feminino, mas ainda não nas posições de liderança. Estar à frente dessa missão que é apoiar marcas e influenciadores a navegar em um ambiente onde comportamento e consumo se transformam diariamente vai além da expertise técnica. Exige estratégia consistente, leitura cultural apurada e decisões orientadas por dados, combinando análise quantitativa com visão clara de negócio. Sendo mãe, essa jornada ganha uma camada adicional de significado: ocupar esse espaço também é abrir caminho e mostrar que é possível liderar com consistência, resultado e propósito”.

3. Karen Fontana, CCSO na FutureBrand São Paulo

Karen Fontana é CCSO e sócia na FutureBrand São Paulo, ecossistema de gestão de marcas, cultura e negócios.

Designer de formação, e com uma abordagem prática que unifica estratégias de marca, negócio e cultura, tem uma carreira de sucesso de mais de 15 anos, e é uma referência em experiências de marca e cultura organizacional.

Já trabalhou com clientes de grande porte, incluindo Bayer, Diageo, Grupo Boticário, GPA, Hypera Pharma, Nestlé, Outback, Santander, Sephora, Shell e Think Olga.

“Tenho orgulho de ver avanços, com mais mulheres chegando a listas Top 500. Ainda assim, no mundo, seguimos ocupando só 3 em cada 10 posições de alta gestão. Isso mostra que a jornada corporativa continua difícil, redução de investimentos em DE&I, patrocínios que somem, cansaço normalizado das múltiplas jornadas, flexibilidade que aparece no discurso e some na rotina. Se a empresa não sustenta o crescimento das mulheres por dentro, que autenticidade ela promete por fora? Marca, cultura e negócio são indissociáveis e precisam ser coerentes entre si. Me pergunto quais rituais, métricas e decisões deveriam evoluir para que mais mulheres queiram ficar, crescer e liderar com saúde?”.

4. Mariana Caram, cofundadora da DEA Design

Mariana Caram, sócia-fundadora da DEA Design, é arquiteta formada pela FAU USP e atua há 25 anos na interseção entre estratégia, design e negócios.

Pioneira em Comunicação Visual e Wayfinding no Brasil, consolidou a DEA como referência ao conduzir sua evolução de especialista em sinalização para uma consultoria integrada de branding, comunicação e experiência.

Sob sua liderança, a empresa realizou mais de 2.000 projetos para cerca de 400 clientes, como Google, Nubank, Natura, XP Inc., Hospital Israelita Albert Einstein, Alpargatas, Carrefour, Amazon, LinkedIn, Uber e Unilever.

Para Mariana, narrativa não é discurso: é alinhamento entre propósito, espaço e ação.

“Escrever a narrativa de uma marca é garantir coerência entre o que ela diz, o que ela faz e como se manifesta no mundo.”

Em um setor historicamente masculino, amplia a presença feminina em posições estratégicas e participa ativamente das decisões que moldam a comunicação no país.

5. Helena Prado, presidente executiva e sócia-fundadora da Pine

Helena Prado é presidente executiva e sócia-fundadora da Pine, agência de comunicação especializada em PR e conteúdo estratégico para marcas inovadoras.

Com cerca de 20 anos de experiência no mercado, atuou com empresas nacionais e internacionais, de startups a grandes corporações, liderando projetos nas áreas de comunicação, conteúdo e mídias digitais.

Foi responsável pela comunicação externa e marca da EY na América do Sul e head de comunicação e employer branding na scale-up Quero Educação.

Entusiasta de novas tecnologias, dedica-se à pesquisa sobre os efeitos da inteligência artificial no mercado de comunicação, com foco especial em como ela influencia a performance, a criatividade e o pensamento crítico de profissionais das áreas de marketing e comunicação.

Atualmente cursa doutorado em Mídias Digitais na Universidade Nova de Lisboa.

“Em um cenário em que quase tudo pode ser automatizado, o verdadeiro diferencial está na capacidade de gerar sentido. Liderar comunicação hoje não é disputar espaço com a tecnologia, mas decidir quais narrativas constroem reputação e valor de longo prazo. Quando mulheres ocupam essas posições, ampliamos repertório, visão estratégica e consciência sobre o impacto real das histórias que colocamos no mundo”.

6. Bruna Nobre, diretora de Publisher Partnerships da Rakuten Advertising no Brasil

Bruna Nobre é formada em Comunicação pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e atualmente atua como diretora de Publisher Partnerships da Rakuten Advertising, rede líder global em marketing de afiliados e performance.

Com trajetória sólida no ecossistema de marketing digital, é reconhecida por sua atuação na consolidação e profissionalização do mercado de afiliados no Brasil, conectando tecnologia, dados e relações estratégicas entre marcas, publishers e criadores de conteúdo.

Ao longo da carreira, recebeu destaque em rankings relevantes, como o Performance Marketing World 30 Under 30 e o Performance IN 50 Top Industry Players, além de ter sido premiada como Melhor Gerente de Afiliados (CPA e E-commerce) em 2018, 2021 e 2022.

Bruna também representa a indústria de marketing de performance no comitê de Creator Economy do IAB Brasil, contribuindo ativamente para o desenvolvimento de boas práticas, modelos sustentáveis de monetização e a evolução da economia dos criadores no país.

“O marketing de performance deixou de ser apenas uma alavanca de conversão para se tornar um ecossistema de parcerias estratégicas. Quando combinamos dados, tecnologia e relações genuínas, criamos valor real para marcas, publishers e criadores. A presença de mulheres em posições de liderança nesse cenário é fundamental para ampliar a visão de negócio, fortalecer a inovação e construir um mercado mais diverso, ético e sustentável”.

7. Flaviza Righetto, líder de Branding e Comunicação da SoftExpert

Atualmente líder de Branding e Comunicação na SoftExpert, multinacional especializada em software para conformidade, governança e gestão empresarial, Flaviza Righetto construiu sua trajetória na interseção entre marca, estratégia e negócios.

Formada em Design Gráfico, com MBA em Marketing Estratégico e especializações em UX e Branding, acumula passagens por empresas como Rede Globo, Intelbras e Grupo Nexxera.

Em 2024, liderou o rebranding global da SoftExpert e, desde então, atua na consolidação da governança de marca e no fortalecimento do posicionamento estratégico da companhia.

A executiva também vem aprofundando seus estudos sobre a aplicação da inteligência artificial na comunicação corporativa, com foco na geração de valor e impacto nos negócios.

Com formações complementares em gestão de reputação de marca, Flaviza reforça que o diferencial competitivo está na capacidade de integrar tecnologia e visão crítica.

“O desafio não é apenas adotar inteligência artificial, é saber orquestrá-la com estratégia, governança e visão de longo prazo. Para isso, é fundamental manter viva a curiosidade e o pensamento crítico, questionar modelos, expandir perspectivas e antecipar movimentos de mercado. Ter mulheres executivas discutindo novos modelos de negócios traz mais diversidade de visão, fortalece o processo decisório e contribui para um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico”, finaliza.

Compartilhe

Leia também