A XP Inc. encerrou o segundo trimestre de 2026 com R$ 2,2 trilhões em ativos totais de clientes, crescimento de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A companhia também registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão, alta de 5%, enquanto a receita bruta chegou a R$ 5,056 bilhões, avanço de 8%.
A captação líquida somou aproximadamente R$ 28 bilhões no trimestre, praticamente três vezes o volume registrado um ano antes. Já o EBT ajustado alcançou R$ 1,565 bilhão, crescimento de 15%, com margem próxima de 32%.
Os números refletem a estratégia da companhia de ampliar sua atuação para além dos investimentos, com uma oferta que reúne crédito, banking, seguros e soluções financeiras para pessoas físicas e empresas.
Varejo capta R$ 20 bilhões
No varejo, a XP registrou R$ 20 bilhões em captação líquida no segundo trimestre. A companhia também avançou na diversificação das receitas e na participação de novas linhas de negócio dentro da operação.
Outro destaque foi o Banco de Atacado, que alcançou R$ 1,175 bilhão em receita, crescimento de 32% na comparação anual, impulsionado principalmente pela frente Corporate.
Durante o trimestre, também ampliou a oferta destinada às empresas, com a entrada nos segmentos de adquirência e cartão PJ.
“O segundo trimestre materializa a força do nosso modelo de negócios e a consistência da nossa execução. Seguimos crescendo, ampliando a satisfação dos nossos clientes e fortalecendo nosso portfólio com soluções cada vez mais completas para pessoas físicas e empresas”, afirma Thiago Maffra, CEO da XP Inc.
Segundo o executivo, a estratégia é continuar ampliando a participação da companhia na vida financeira dos clientes e fortalecer sua posição para buscar a liderança no mercado brasileiro de investimentos ao longo da próxima década.
ROE chega a 22,5%
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 22,5%, expansão sequencial de 0,8 ponto percentual. O índice de Basileia permaneceu acima do guidance de 16% a 19%. O lucro por ação diluído ajustado (EPS), por sua vez, avançou 8% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Na gestão de capital, a XP concluiu um programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão e iniciou outro no mesmo valor. A companhia também realizou o pagamento de aproximadamente R$ 500 milhões em dividendos.
As despesas operacionais cresceram abaixo da receita no período, contribuindo para ganhos de eficiência. Paralelamente, a empresa mantém investimentos em tecnologia, inteligência artificial, digitalização, produtividade e expansão da força comercial.
Gustavo Alejo assume como CFO
A divulgação dos resultados também marca a chegada de Gustavo Alejo como novo CFO da XP Inc. O executivo assume a posição em um momento de aumento da escala das operações bancárias e de expansão da companhia no mercado financeiro.
“Estou entusiasmado por me juntar a uma companhia que combina visão de longo prazo, disciplina na alocação de capital e foco contínuo na geração de valor para clientes e acionistas”, afirma.
Entre as oportunidades, Alejo destaca o avanço da personalização dos serviços financeiros por meio de tecnologia e inovação.