Economia SP - Pix Internacional: expansão para 8 países escancara o desafio de infraestrutura

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Pix Internacional: expansão para 8 países escancara o desafio de infraestrutura

Foto: divulgação
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O uso do Pix fora do Brasil já é uma realidade para turistas brasileiros em oito países: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França.

Diferente de uma solução pública oficial mantida pelo governo no exterior, a modalidade opera diretamente nos aplicativos dos bancos brasileiros por meio de arranjos comerciais e tecnológicos entre fintechs locais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas.

“O Pix internacional mostra, na prática, algo que já víamos no mercado. Produtos financeiros brasileiros estão ganhando escala além das fronteiras, e a infraestrutura por trás deles precisa evoluir no mesmo ritmo. Não basta ter uma boa ideia de produto, é preciso ter capacidade de orquestrar dados, parceiros e moedas diferentes com segurança”, afirma Lígia Lopes, CEO da Teros. 

Na prática, o funcionamento se aproxima do que já existe em território brasileiro, em que o comerciante gera um QR Code e o turista escaneia pelo próprio app do banco, que exibe o valor já convertido em reais. Uma empresa de câmbio credenciada (eFX) processa a conversão e repassa o pagamento ao lojista na moeda local.

O principal atrativo para a rápida tração da novidade é a eficiência de custos para o consumidor. Compras internacionais com cartão de crédito enfrentam a alíquota de IOF (reduzida para 2,38% em 2026), além de taxas de câmbio e encargos da instituição, o que faz o Pix se tornar, em muitos casos, uma alternativa mais barata.

Para viabilizar essa expansão, cada país conta com arranjos próprios entre fintechs, bancos e credenciadoras locais, como PagBrasil e VirtualPOS no Chile; Banco do Brasil e Banco Patagonia, na Argentina; ou Verifone, nos Estados Unidos, o que exige das instituições financeiras uma camada de infraestrutura capaz de orquestrar múltiplos parceiros, sistemas e moedas com segurança.

Segundo a Lígia, esse movimento coloca em xeque três frentes das instituições financeiras: a orquestração de dados entre parceiros, a capacidade do core banking de operar com múltiplas moedas em tempo real, e a robustez das camadas de prevenção à fraude diante da complexidade adicional de operações internacionais.

“Quem consegue resolver essa equação, conectar dados, parceiros e decisão em um único fluxo, sai na frente nessa nova fase do mercado financeiro brasileiro”, avalia a executiva.

O uso está concentrado em destinos turísticos populares entre brasileiros, hotéis, restaurantes, lojas de fronteira na América do Sul, além de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris, e tende a crescer à medida que mais instituições adotam o modelo.

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