Economia SP - Franquia brasileira avança no Oriente Médio e projeta receita de R$ 1 bilhão em três anos

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Franquia brasileira avança no Oriente Médio e projeta receita de R$ 1 bilhão em três anos

A CleanNew, rede de franquias brasileira especializada em higienização, impermeabilização e blindagem de estofados, transformou a operação na Arábia Saudita, iniciada em 2024, em uma master franquia. O parceiro local também passa a funcionar como hub de distribuição dos produtos da marca para as unidades dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait.

Com a mudança, a rede passa a contar com uma operação master no Oriente Médio, que reúne os três países. A marca já está presente em 14 países, entre eles Estados Unidos, França, Espanha, Argentina, Colômbia, Andorra e México.

O movimento acompanha o avanço da internacionalização do franchising nacional. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o número de operações de marcas do país no exterior cresceu 37% entre 2024 e 2025, chegando a 4.194 unidades.

Atualmente, 202 redes brasileiras atuam em 104 países, considerando diferentes formatos de internacionalização.

De operação local a estrutura regional

Para Fritz Paixão, CEO e fundador da empresa, a evolução da operação saudita mostra como uma franquia internacional pode ganhar papel estratégico na expansão de uma marca. Ele avalia o movimento:

“O que teve início como uma operação local evoluiu para uma atuação estratégica: hoje, o parceiro é master franqueado e também funciona como um hub de distribuição para outros mercados da região. Essa evolução demonstra que nosso modelo de negócios pode gerar escala não apenas pela abertura de novas unidades, mas também pela criação de estruturas regionais que impulsionam a expansão da marca.”

Adaptação cultural e estrutura de suporte

Segundo o executivo, a expansão internacional exige mais do que a abertura de unidades. Fornecimento, treinamento, padronização e suporte precisam acompanhar as particularidades de cada mercado.

“Na Arábia Saudita, por exemplo, tivemos que adaptar nossa comunicação de marketing às características culturais e às regras locais”, afirma.

“O que estamos construindo no Oriente Médio é justamente uma estrutura que permite crescer com mais escala e eficiência, transformando a região em uma plataforma para a expansão da marca”, acrescenta.

Indústria própria e meta de R$ 1 bilhão

A companhia combina o modelo de franquias com uma estratégia de verticalização apoiada em indústria própria. Em 2025, a rede faturou R$ 25 milhões com as franquias e R$ 10 milhões com a fábrica.

Para 2026, a projeção é alcançar R$ 100 milhões em receita. A ambição é chegar a R$ 1 bilhão nos próximos três anos.

Para Fritz, o avanço da rede no exterior reflete uma mudança no papel das franquias brasileiras no cenário global. O CEO explica:

“O franchising brasileiro está deixando de olhar o exterior apenas como um mercado para abrir uma unidade e começando a pensar em estruturas maiores. Quando conseguimos transformar um franqueado em master e criar uma operação capaz de abastecer outros países, passamos a exportar não apenas uma marca, mas um modelo de negócio completo.”

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