Economia SP - Fundo suíço estreia no Brasil com investimento em startup que usa IA para formar jovens aprendizes

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Fundo suíço estreia no Brasil com investimento em startup que usa IA para formar jovens aprendizes

Foto: divulgação
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A busca por profissionais qualificados e os desafios de inserção dos jovens no mercado de trabalho estão atraindo investimentos para startups que conectam educação, tecnologia e empregabilidade.

Nesse cenário, a Leapy, plataforma especializada na formação de jovens aprendizes, anunciou a entrada da elea Foundation for Ethics in Globalization, investidora internacional de impacto social que realiza seu primeiro aporte no Brasil.

O valor do investimento não foi divulgado, mas o recurso se soma à rodada Seed de R$ 12 milhões captada pela no segundo semestre do ano passado, liderada pela Astella.

“A elea já provou, em mercados emergentes, que negócios de alto impacto social podem ser construídos com a mesma disciplina e ambição de crescimento de grandes negócios tradicionais. Ela chega à Leapy trazendo essa experiência e ferramentas validadas para enfrentar dois desafios enormes do Brasil: a escassez de talentos e a empregabilidade jovem”, afirma Daniel Almeida, cofundador da Leapy.

Tecnologia busca ampliar efetivação de jovens aprendizes

A Leapy desenvolve e gerencia programas de aprendizagem profissional para empresas, utilizando dados e inteligência artificial (IA) para mapear competências e personalizar a formação dos participantes.

O modelo busca aproximar as habilidades desenvolvidas pelos jovens das necessidades das organizações, ampliando as possibilidades de contratação após o período de aprendizagem.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego citados pela startup, a taxa média de efetivação de jovens aprendizes no Brasil é de 15%. A Leapy afirma que, entre suas empresas parceiras, esse indicador é pelo menos três vezes maior.

A empresa também realizou um levantamento interno, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, com mais de 130 jovens aprendizes para avaliar os efeitos da inserção profissional sobre a renda familiar.

De acordo com os resultados, a remuneração recebida durante o programa de aprendizagem contribuiu para um aumento médio de 33% na renda das famílias. Entre os jovens efetivados, o impacto informado pela empresa chegou a 129%.

Os indicadores reforçam a proposta de utilizar a aprendizagem profissional como uma estratégia de formação de talentos para as empresas e de geração de renda para jovens em situação de vulnerabilidade.

Inteligência artificial muda exigências para profissionais em início de carreira

O investimento também ocorre em um momento de transformação das competências exigidas pelo mercado de trabalho.

Com o avanço da inteligência artificial e da automação, atividades operacionais tradicionalmente ocupadas por profissionais em início de carreira passam por mudanças, ampliando a necessidade de desenvolver habilidades digitais, analíticas e comportamentais.

Para Daniel Almeida, a formação de jovens precisa acompanhar essas transformações para que a tecnologia não amplie as barreiras de acesso ao primeiro emprego:

“Ao equipar jovens em vulnerabilidade com as habilidades mais demandadas do século XXI, como tecnologia e inteligência artificial, nós contribuímos para resolver o apagão de talentos corporativos e, simultaneamente, abrimos portas de mobilidade social sustentável e de geração de renda real”.

A proposta já atraiu empresas como Nubank, iFood, Shopee, Vivo, Votorantim e RD Saúde, que integram o portfólio de clientes da startup.

Para a elea, o modelo apresenta potencial de expansão ao atender simultaneamente à necessidade das empresas por profissionais qualificados e à demanda dos jovens por oportunidades de inserção no mercado formal.

“A Leapy demonstra o que é um bom investimento no Brasil: ela resolve um problema real para os empregadores e oferece a jovens de grupos sub-representados uma oportunidade concreta de acesso ao emprego formal. Esse é o elo entre educação e oportunidade que buscamos em cada iniciativa voltada para o desenvolvimento de habilidades para a empregabilidade”, afirma Tina Ruchti, diretora executiva e head da elea na América Latina.

Investimento será destinado à expansão da operação

A Leapy pretende ampliar sua capacidade de atendimento a grandes empresas e avançar no desenvolvimento tecnológico da plataforma.

Os recursos serão direcionados à expansão da equipe, ao aprimoramento do produto e ao fortalecimento da estratégia comercial, além da melhoria dos processos de atendimento aos clientes.

A parceria também permitirá à startup incorporar metodologias e experiências utilizadas pela investidora em negócios de impacto social de outros mercados emergentes.

O aporte representa ainda a entrada da elea no ecossistema brasileiro de startups. A organização sinaliza interesse em ampliar sua presença no país, com oportunidades de investimento em áreas como agricultura, sustentabilidade e desenvolvimento de comunidades.

Para a Leapy, o próximo desafio será ampliar a operação mantendo os resultados de empregabilidade apresentados pela plataforma. A estratégia acompanha um movimento de aproximação entre educação e mercado de trabalho, no qual a formação profissional passa a ser considerada parte das soluções para a escassez de talentos nas empresas.

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Fundadora do Economia SC/SP, board member do Economia PR, 4 vezes TOP 10 Imprensa do Startup Awards e TOP 100 dos + Admirados da Imprensa no Brasil em 2025.

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