Síndrome da Impostora: o guia definitivo para lidar com ela

Sempre que falamos do empoderamento das mulheres no mercado de trabalho um tema aparece de maneira recorrente: A Síndrome da Impostora. Mas afinal, o que é? 

Pauline Rose Clance e Suzanne Imes lançou um artigo chamado “O fenômeno impostor” em que ela define da seguinte forma:

“Apesar das notáveis ​​realizações acadêmicas e profissionais, as mulheres que vivenciam o fenômeno do impostor persistem em acreditar que não são realmente brilhantes e enganam quem pensa o contrário”.

Porém, eu sempre considero muito importante ressaltar que esse é um assunto que não compete apenas às mulheres.

Segundo o International Journal of Behavioral Science, mais de 70% das pessoas são afetadas por pensamentos impostores no ambiente de trabalho em algum momento de suas vidas.

Mas, precisamos discutir esse assunto que, no caso das mulheres, acaba sendo mais delicado já  que a síndrome coloca a culpa em indivíduos, sem levar em conta os contextos históricos e culturais.

Então, para discutir esse assunto de uma maneira adequada, precisamos entender que estamos incluídas em um contexto e que sim, fazer parte de grupos minorizados como mulheres, pessoas pretas, LGBTQIA+, PCD, indígenas e muitos outros faz com que os efeitos desse fenômeno se manifeste de formas diferentes e precisamos estar atentas a isso. 

Gosto também de ressaltar que não existe uma “cura” para esse processo, apenas podemos encontrar algumas formas de ressignificar o assunto e o nosso posicionamento quando estivermos manifestando esse tipo de comportamento.

Eu falo por mim mesma, me dedico a estudar e me aprofundar sobre o tema, mas isso não significa que no dia a dia do meu negócio, em diversos momentos eu não me perceba duvidando da minha capacidade e do espaço que conquistei para mim mesma.

Como uma mulher empreendedora eu sei o quanto isso pode de fato afetar o meu negócio e por isso construí alguns mecanismos que me ajudam a lidar com isso no dia a dia e aqui vão alguns dos meus aprendizados: 

1 –  Aprenda a reconheça os sentimentos de impostora quando eles surgirem

Sentiu: eu não posso falhar, eu me sinto uma fraude, consegui por sorte, sucesso não é importante.

Localize: que pensamento te despertou este sentimento? a partir de qual informação eu tive o pensamento que me levou a esta sensação?

2 – Reescreva os programas mentais:

Em vez de afirmar que você vai ser descoberta ou que não merece o sucesso, lembre-se que o conhecimento será construído à medida que você avançar.

Pensou: vão me descobrir, eu não mereço o sucesso.

Reafirme: estou construindo isso; ao avançar vou encontrar as soluções corretas.

3 – Fale sobre seus sentimentos:

Será que só você tem estes sentimentos? Será que ninguém pode ajudar?

Busque uma rede de apoio que possa fazer com que você saiba que não é a única que vive esse experiência, isso irá te ajudar a botar para fora e ressignificar esses sentimentos.

Aos poucos você terá mais controle sobre sua experiência e aprende a se conectar com você mesma e construir as narrativas internas corretas para lidar com isso.

Eu aprendi ao longo da minha experiência como impostora e de ajudar a milharres de mulheres a lidarem com isso que o autoconhecimento é essencial nesse caminho de reconhecimento das suas potencialidades e dificuldades ao longo do caminho, tendo consciência delas isso nos liberta e nos direciona rumo à todo pontencial de realização que possuímos porque rompemos com o ciclo de autossabotagem e nos assumimos como protagonistas dos nossos sentimentos, pensamentos e consequentemente da nossa vida e escolhas.

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Vamos juntas?

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