Economia e eleição: nem recessão, nem revogaço

Analistas políticos apostam que a economia será o fator decisivo nas Eleições 2022. Acreditam ainda que, no cenário mais otimista, Bolsonaro vai entregar o país à beira da recessão, o cenário provável é de que já estejamos vivendo um quadro recessivo no último trimestre.

Ou seja, vamos às urnas em outubro à busca de soluções para o desemprego em alta, inflação crescente, fome, desalento.

Juros e dólar nas alturas, investimentos, obras e serviços públicos em queda livre, apenas cinco anos depois da mais grave recessão dos últimos 100 anos causada por Dilma Rousseff e Guido Mantega.

Esse quadro desalentador ganhou contornos mais trágicos há alguns dias, quando o PT divulgou aquilo que pretende ser a sua “política econômica” para o Brasil caso Lula ganhe as eleições.

O verdadeiro show de horrores petista começa com a revogação das reformas previdenciária, trabalhista, das privatizações e do instrumento fiscal que foi desmoralizado por Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, o teto de gastos.

Teto de gastos, aliás, uma brilhante conquista do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, assim como a Reforma Trabalhista.

Imediatamente após a divulgação do estapafúrdio anúncio, o candidato do PSDB à Presidência da República, João Doria, disparou contra o “revogaço petista”. Sob o título O Atrasão do PT, o governador de São Paulo afirma que “o emprego não voltará ressuscitando leis ultrapassadas, mas sim com crescimento econômico”.

Para ele, o revogaço “vai aumentar o desemprego e manter a inflação elevada. E com desemprego e inflação altos, quem mais sofre são os mais pobres”, alertou. Ele informou que pediu um estudo para o time de economistas da campanha ao ver que PT está atuando para o que ele chama de “pacote do atraso”.

O que João Doria está propondo é exatamente o contrário do que está fazendo Bolsonaro e do que anuncia Lula. Em vez de revogação das reformas, o governador de São Paulo quer a ampliação delas, assim como fez em São Paulo com profundas reformas administrativa e previdenciária.

Ao invés de reverter as privatizações, avançar num programa que inclui a Petrobras e o Banco do Brasil. Em São Paulo, nesses três de governo, foram 12 privatizações, entre elas um pacote de 22 aeroportos no interior, que resultaram num caixa de R$ 45 bilhões, aplicados agora em setores básicos como saúde e educação. Além disso, 10 empresas estatais foram extintas, suprimindo o que era gasto nelas e colocando os recursos também em áreas básicas.

Reformas, privatizações, extinção de estatais e gestão eficiente fizeram com que São Paulo caminhasse na contramão do que vêm fazendo a dupla Bolsonaro-Guedes: SP está investindo R$ 47 bilhões em obras e serviços, enquanto o governo Bolsonaro investe apenas R$ 44 bilhões em todo o país, aliás, este é o menor investimento da história do Brasil.

Assim, São Paulo cresceu mais do que o Brasil pelo terceiro ano consecutivo, somando 8,7%, contra 1,6% do país. E “puxou” o PIB nacional ao crescer 6,2% em 2021, erguendo o PIB brasileiro para a casa de 4,3%, sendo dados da Fundação Seade.

O povo brasileiro está sentindo no bolso toda a incompetência e o descaso de Bolsonaro, principalmente pelos mais pobres. O setor produtivo se ressente da mesma maneira, porque a recessão será fatal para indústria, agronegócio, comércio, serviços e turismo.

Lutamos durante anos pelas reformas, especialmente a da previdência e a trabalhista, e agora Lula quer que o Brasil volte a meados do século passado.

Na verdade, Lula nos retarda ao “peronismo argentino” e nos leva ao mesmo caminho da falência que, infelizmente, o país vizinho tomou.

Devemos ser otimistas, sim, porém muito realistas. A crise econômica de Bolsonaro e o retrocesso histórico de Lula não podem ser as nossas opções nas urnas em outubro.

É hora de ter consciência, responsabilidade e discernimento para impedir, pela força do voto, que o Brasil trilhe um caminho sem volta.

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