O Banco Mercantil, especializado no público 50+, registrou lucro líquido de R$ 279 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025. É mais um resultado recorde consecutivo da instituição.
A base de clientes chegou a 10,6 milhões. Entre beneficiários do INSS, o banco soma 2,5 milhões e tem a maior alta anual entre os principais pagadores do país, onde ocupa a quinta posição.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 39,4%, um dos maiores níveis de rentabilidade do mercado no país.
Consignado puxa a carteira de crédito
A carteira de crédito total encerrou o trimestre em R$ 25,3 bilhões, com aumento de 17% na comparação anual. O consignado segue como principal vetor de crescimento: a carteira alcançou R$ 18,6 bilhões, alta de 27%.
A estratégia combina rentabilidade, qualidade dos ativos e diversificação de receitas, com disciplina na concessão de empréstimos. O CEO do banco, Gustavo Araújo, explica a lógica:
“O crescimento do crédito precisa estar associado à geração de valor e à preservação da qualidade das carteiras. A evolução dos resultados do Banco Mercantil e o fortalecimento da nossa estrutura de capital nos permitem atravessar cada período com maior capacidade de absorver as oscilações do mercado, sem comprometer a rentabilidade.”
Segundo Gustavo, essa condição também dá flexibilidade para aproveitar a retomada da demanda por crédito quando o cenário econômico for mais favorável.
Serviços crescem 53%
As receitas de prestação de serviços somaram R$ 359 milhões no trimestre, alta de 53% sobre o 3T25. O resultado é impulsionado pelo Meu+, ecossistema de assistências voltado ao público 50+.
A diversificação faz parte da estratégia de ampliar o relacionamento e a fidelização da base de clientes, consolidada nos últimos anos.
Capital reforçado e melhor rating da história
O Índice de Basileia fechou o trimestre em 18,5%, avanço de 2,4 pontos percentuais em um ano. A estrutura de capital sustenta o crescimento das operações e os investimentos previstos para os próximos ciclos.
Em outubro, a instituição recebeu da Moody’s o rating AA.br, com perspectiva estável, a melhor classificação de crédito de sua história. A nota dá sequência às elevações concedidas pela S&P Global em 2024 (brAA-, perspectiva estável) e pela Fitch Ratings em 2025 (AA-(bra), perspectiva positiva).
Rede e posicionamento
Em transformação nos últimos anos, com investimentos em inovação, dados, tecnologia e pessoas, o banco conta com mais de 350 agências em 269 cidades. A instituição também aparece em rankings de melhores empresas para trabalhar em Minas Gerais.
Para os próximos ciclos, a aposta é no equilíbrio entre receitas diversificadas e capital sólido. O diretor financeiro e de Relações com Investidores, Paulino Rodrigues, resume a perspectiva:
“A combinação entre as receitas diversificadas e uma posição de capital consistente amplia nossa capacidade de planejar o negócio para além das oscilações de curto prazo. É justamente esse equilíbrio que nos permite olhar para os próximos ciclos com confiança, mantendo a capacidade de inovar e gerar valor para clientes e acionistas.”