A liderança feminina começa em você

O número de mulheres em cargos de liderança no Brasil caiu, segundo a pesquisa Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números apontam que elas ocupam 37,4% dos cargos gerenciais, percentual inferior ao registrado na edição anterior, quando elas ocupavam 39,1% desses postos de trabalho.

Embora tenham mais anos de estudo e frequentem mais a escola, as mulheres recebem apenas 77,7% do rendimento dos homens.  

No entanto, uma outra pesquisa da Harvard Business Review, as mulheres em cargos de liderança mostraram mais eficiência na pandemia.

Segundo o estudo, as empresas com liderança feminina apresentaram mais resultados positivos do que as chefiadas por homens.

As mulheres foram avaliadas de forma mais positiva que os homens em em 13 das 19 competências gerais de liderança e possuem mais habilidades interpessoais, conhecidas como soft skills. Entre elas, colaboração, trabalho em equipe e motivação.

Então, por que o percentual de mulheres na liderança ainda é tão baixo? O que ainda impede que a mulher avance para um posicionamento de liderança, além dos obstáculos que já existem?

Dentre todos os desafios que já existem na nossa caminhada, um que ainda é muito forte e nem sempre percebido, é o fato de a mulher não se achar capaz de assumir um cargo de liderança e, por isso, sucumbir ao preconceito e às dificuldades que são impostas a ela pelo fato de ser mulher.

Já vi inúmeros casos de mulheres receberem um cargo de liderança e negarem por não se sentirem preparadas.

Outras vezes, elas aceitam, mas se sentem perdidas, achando que não estão fazendo direito ou dando conta. Eu mesma já me questionei algumas vezes.

Além de todas as dificuldades impostas por um mercado altamente masculinizado e preconceituoso, as mulheres  enfrentam adoecimento emocional.

A síndrome da mulher-maravilha e a constante busca pelo perfeccionismo faz com que elas acabem desenvolvendo problemas de saúde por causa das cargas excessivas ou pressão psicológica no ambiente corporativo, ou pior, que elas mesmas se impõem.

Mais da metade das brasileiras estão com a saúde mental afetada pelo trabalho, segundo estudo da edtech Todas Group.

Para mudar isso é preciso se conhecer primeiro. Se pergunte, qual é o caminho que você quer para a sua vida? Quais as crenças que estão gravadas na sua memória, comportamento e sentimento? Quais são seus maiores sabotadores? Quais são os seus valores, suas forças?

Se você não sabe minimamente isso, como vai ter as ferramentas para entrar na arena e enfrentar todos os desafios que o mundo, não só o corporativo, mas o real impõe?

A mulher precisa ser protagonista primeiro da sua própria vida, em seguida dentro da empresa. Quando nos privamos de ser nós mesmos em detrimento de opiniões alheias, crenças que englobam questões de não merecimento, de não capacidade, medo de errar, entra-se em uma estagnação.

Mas ao se assumir como responsável, com os pontos fortes e também com as vulnerabilidades, a pessoa torna-se protagonista.

Quem eu seria se hoje eu fosse protagonista da minha vida? Eu realmente sou protagonista da situação pessoal ou profissional que estou passando? O que está me impedindo de assumir esse papel? 

Com essas perguntas temos algumas respostas que só fazem sentido para nós mesmos. Mostra como nos vemos realmente.

É essencial o autoconhecimento para a busca do protagonismo, seja na vida pessoal ou profissional. Nos conhecermos, sabermos no que somos realmente bons, quais os nossos pontos fortes e quais são as nossas vulnerabilidades. Nos aceitamos como somos, porque somos especiais e únicas.  

Esse é o primeiro passo para a liderança feminina.

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