Flávio Augusto vendeu a Wise Up por 500 milhões de dólares e depois comprou de volta por 80. Você já deve estar familiarizado com essa história.
Foi contando esse case que ele abriu uma aula que eu assisti na semana passada em um treinamento da escola de negócios dele, a VENDE-C, em São Paulo.
Um pouco antes, no turno da manhã, eu havia assistido a uma aula do CEO da escola, Lucas Peixoto.
“Aqui na VENDE-C, a gente só faz anúncios com o Flávio [Augusto]. O custo por lead com ele é três vezes menor“, contou.
Ele ainda insistiu: “nenhum outro rosto da empresa traz CPL tão baixo”.
Um colega esbravejou: “é óbvio, é o Flávio Augusto”. Sim, mas por que ele entrega um custo por aquisição três vezes menor em relação a um rosto menos conhecido?
Para quem está acostumado a defender investimento em branding, isso pode parecer óbvio, mas não para a maioria. A razão é só uma: uma marca forte.
Flávio construiu ao longo de décadas uma reputação que o mercado reconhece instantaneamente: fundador de empresas bilionárias, empresário testado e uma das figuras mais influentes do empreendedorismo brasileiro. Autoridade. Consistência. Décadas fazendo pra depois ensinar.
Trazendo pra sua realidade, caro leitor, como seria se o seu custo por aquisição de clientes caísse três vezes?
Uma das maiores mentiras do growth marketing e da performance é que sempre dá pra otimizar. De que sempre tem um truque oportunista para baixar o custo por lead, mas esse efeito, artificial, diga-se, irá durar pouco.
Não sou eu quem está dizendo isso. Um dos estudos mais respeitados sobre efetividade em marketing, conduzido por Les Binet e Peter Field a partir da análise de quase 1000 campanhas, mostrou que marcas que equilibram cerca de 60% do investimento em construção de marca e 40% em ativação de vendas geram crescimento mais sustentável no longo prazo.
Claro, aqui vale entender o momento da sua marca e do seu orçamento, sem necessariamente copiar a lógica do 60/40. É aqui que uma boa agência entra: entendendo o seu contexto e criando um plano consistente para a SUA marca.
Plano bom é plano personalizado. Mas é fato que performance sem branding até gera pico de venda, mas raramente constrói crescimento duradouro.
Por exemplo, se você for hoje ao mercado comprar requeijão, na prateleira tem Vigor e uma marca desconhecida. Qual você compra? A maioria escolhe a Vigor quase automaticamente. Isso é branding.
No dia seguinte, a marca desconhecida resolve fazer uma ação no mercado com degustação gratuita. Tenha certeza de que a nova marca irá vender algumas unidades. Isso é growth, performance.
No próximo dia, a marca desconhecida não faz nenhuma ação no ponto de venda e volta a perder para a Vigor. Performance sem branding é assim: desligou a campanha, a venda não acontece.
Agora, imagine a Vigor, com marca consolidada, fazendo ação no mercado. As vendas aumentariam exponencialmente. É uma analogia para a junção de branding + performance.
Branding é o motor do growth marketing. Quem constrói marca compra mídia melhor. Quem não constrói vira dependente dela.