Qual é o “lado B” da inadimplência?

O debate acerca da inadimplência, em termos gerais, pode ser conduzido sob diversos espectros. No Brasil, não é incomum que a discussão acabe na importância de se conscientizar os consumidores, estimulando conceitos de educação financeira, entre outros hábitos que possam antever o surgimento de dívidas.

De certo, esse é um assunto de extrema relevância para que cada vez mais pessoas tenham autonomia sobre suas vidas financeiras.

Entretanto, não se deve responsabilizar unicamente o usuário sobre quadros de inadimplência, dentro desse contexto, existem inúmeras variáveis e “vilanizar” determinados lados só dificultará a condução de uma análise próxima à realidade das empresas brasileiras.

Em contraponto ao foco que costuma ser centralizado no devedor, o setor de cobrança, se não estruturado de forma adequada e modernizada, pode provocar problemas que contribuirão para que os níveis de inadimplência permaneçam nas alturas.

Portanto, é preciso identificar o que está ou não funcionando, indicando soluções factíveis para o gestor.

O caminho para construir uma cobrança eficiente

Essa parcela negativa direcionada às empresas tem origem diversas, passando por quesitos organizacionais, técnicos e também relacionados à comunicação empregada junto aos diferentes perfis de clientes.

Com o objetivo de preservar a saúde financeira do negócio e reduzir a porcentagem de inadimplentes, os líderes devem atuar de modo estratégico, realizando um diagnóstico abrangente sobre a situação operacional do departamento.

Morosidade no relacionamento com o cliente, dados incompletos e armazenados em sistemas com pouca segurança, falta de canais de atendimento, meios de pagamento não enviados, carência de coordenação entre as diferentes atividades de cobrança, os obstáculos são numerosos e compartilham uma característica em comum: dificultam a superação e a própria reversão do quadro de inadimplência.

Sem dúvidas, assumir uma postura de prevenção é fundamental. Nesse sentido, a inovação é uma aliada de valor estratégico e processual, capaz de reformular o setor de cobrança em prol de um ambiente preparado para suprir demandas e recuperar recursos.

Isso significa, por exemplo, a possibilidade de se implantar uma plataforma inteligente, completa e integrada, que ofereça um melhor controle sobre as tarefas das equipes responsáveis, a criação de uma régua de cobrança, que consiga determinar o passo a passo a ser tomado com o inadimplente, além de novas perspectivas estratégicas para o atendimento ao cliente.

O impacto tecnológico sobre o fluxo de dados é outro reflexo bem-vindo nesse cenário. Essas informações, agora resguardadas por uma ferramenta segura, servirão de referenciais analíticos para decisões mais precisas, compatíveis com as necessidades do público-alvo.

Partindo do princípio da automatização, as oportunidades serão multiplicadas, abrindo portas para que a organização lide com os devedores sem desconsiderar comportamentos e hábitos que influenciam em prováveis atrasos.

Isso posto, o envio de lembretes de pagamento e um processo criterioso de análise de crédito são medidas que merecem destaque, pois ajudam na mitigação de riscos de novos inadimplentes.

Para concluir o artigo, o “lado B” da inadimplência nos alerta para a parcela de responsabilização que grandes e médias companhias devem reconhecer.

Frente à onda de inovação que tem emergido no mercado financeiro, o campo para o aprimoramento é bastante animador, deixando a cargo das lideranças a busca por alternativas que fomentem uma cobrança adequada, em prol de resoluções positivas para todas as partes. 

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